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27.12.07

Amadeus

Saliere (F. Murray Abraham) é um atormentado por suas memórias: em seu passado, viveu na corte, como o músico do rei, e esquecido por todos, tenta o suicídio. Não consegue. Diante de um padre, ele retoma a tragédia que foi a sua vida, a inveja e o rancor que sentiu pelo maior de todos os gênios musicais: Wolfgang Mozart (Tom Hulce), gênio e palhaço.
Mozart tornou-se conhecido por ter composto sua primeira ópera ainda na infância, aos 12 anos. Saliere não tinha a mesma sorte, e era apenas bom. Perceber que o “gênio” era também um tresloucado, que perseguia mocinhas e agia como uma pessoa insana e até simples deixou-o mais complexo. Fingindo-se de amigo, Saliere tenta compreender a mente de Mozart. Sua obsessão pelo jovem compositor acaba por leva-lo à miséria e à morte, com requintes de crueldade (Saliere faz com que Mozart componha o Requiem).
Este filme de 3 horas, com músicas (muitas!) clássicas e uma iluminação que utilizou luz natural (com velas, como seria na época), figurino impecável, e um roteiro escrito por Peter Shaffer, e atuações irretocáveis. Natural que tenha sido o grande vencedor do Oscar de 1984: foram 8 indicações, incluindo os de Melhor ator (F. Murray Abraham), Diretor (Milos Forman) e roteiro.

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