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18.12.07

Ava Gardner

Faz algum tempo que eu gostaria de escrever sobre Ava. Bem, lendo o capítulo sobre ela do livro “A vida sexual dos ídolos de Hollywood”, de Nigel Cawthorne resolvi resumir pra vocês, porque assim eu falo um pouquinho dela.
Ava nasceu em 1922, na Carolina do Norte, de uma família humilde e vivia no campo, andava descalça, livremente. Com 18 anos foi descoberta por um caçador de talentos da MGM. Ela fez um teste, mas concluiu-se que ela era péssima para atriz, mas acabou sendo contratada por sua beleza. Acabou sendo moldada com aulas de dicção e interpretação.
Acabou conhecendo Mickey Rooney, que acabou sendo seu primeiro homem. Ele se gabava de ter tirado a virgindade dela. O namoro dos dois acabou se transformando num casamento em 1942. Os desentendimentos acabaram se tornando freqüentes, por Rooney parecia gostar mais de estar em companhia dos cavalos (corrida de cavalos) do que dela. Além disso costumava juntar os amigos para beber e começou a sentir um ciúme quase doentio por ela. Apesar de tudo, ele ainda conseguiu alguns papéis para ela. Mesmo assim, depois de uma séria briga por conta do ciúme dele, ela o deixou, um ano após o casamento.
A partir daí Ava passou a ter casos e casamentos com alguns executivos, atores e cantores de Hollywood, nem sempre seguidos, mas às vezes simultâneos. Dentre os quais Howard Hughes (que numa briga bateu tão forte nela que acabou deslocando seu maxilar), Artie Shaw (que para Ava era intelectualmente superior a ela e não aceitava sua simplicidade, mesmo assim acabaram casando), Burt Lancaster (escritor), David Niven (ator inglês), John Huston (diretor que a dirigiu em “A noite do Iguana” e “A bíblia”), Mel Torme (cantor), Robert Taylor, Robert Mitchum.
Bem, por essa época ela já havia perdido sua timidez, com relação aos homens. E enquanto sua vida profissional crescia, os executivos da MGM lutavam para manter todos os seus casos longe dos holofotes. Mas o maior de todos os seus casos foi mesmo com Frank Sinatra. Quando eles se conheceram não simpatizaram muito um com o outro. Nessa época ele era casado com Nancy e tinha dois filhos. Ele já era acostumado a ter casos, e sua mulher a receber ele de braços abertos, porém, com Ava foi diferente. Descobriram que a antipatia que sentiam um pelo outro na verdade era uma enorme atração. Começaram um tórrido romance, culminando com o abandono de lar de Sinatra. Nancy pensou que seria como os outros casos, até que ele lhe pediu o divórcio. Ela não quis dar e Sinatra e Ava continuaram a se encontrar cada vez mais. As brigas eram famosas (como a que Sinatra deu um tiro no colchão para chamar a atenção de Ava). Os jornais os perseguiam, e o público, que antes nutria um carisma pela esposa traída, começou a se cansar logo daquilo. Nancy acabou dando o divórcio e eles puderam finalmente ficar juntos e casaram. Ela o acompanhava nos shows e ele a traia esporadicamente (Frank continuava o mesmo) e eles, por conta das brigas, acabaram sendo conhecidos como os briguentos sinatras. Cansada das traições, ela o deixou.
Mais amantes sem importância ela teve depois dele. Sinatra ainda se casou mais uma vez, mas dizia que Ava tinha sido sua grande paixão. Ele pagou o longo e caro tratamento da doença que acabou levando ela (calcula-se algo em torno de um milhão de dólares). Ava morreu em 1990, com 67 anos.

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