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18.12.07

Charles Spencer Chaplin

Chaplin era considerado comunista por alguns, mas ele nunca fez parte de nenhum partido socialista. Seu único envolvimento político era com um grupo que raríssimas vezes se encontrava para debater e jantar, o "Severance Club" (Clube de ruptura). Discutiam censura, organização sindical e promoção de filmes esquerdistas.

Sem dúvida nenhuma, foi Marina Vargas, a mais afoita de suas fãs: ela conseguiu, não se sabe como, entrar no seu quarto e se enfiar na cama de Chaplin. Quando ele entrou no quarto deu de cara com esta surpresinha. Tudo teria terminado bem, já que ele não queria prestar queixa, se não fosse pela sua namorada na época, Pola Negri, que deu um jeitinho na fã.

Sobre "The Gold Rush": seu primeiro nome foi "Lucky strike" (golpe de sorte). A galinha da cena da perseguição foi feita com o próprio Chaplin. Na cena da subida da montanha foram usados todo o pessoal disponível, de vagabundos, até a atriz principal e Chaplin. Lita Grey ia fazer o papel principal, mas engravidou (dele). A famosa cena dos pãezinhos era uma variação de um velho número do teatro de variedades, atribuído ao inglês G. H. Chirgwin, que fazia um par de cachimbos de barro dançar num cinzeiro.



Manias: Chaplin tinha nojo de leite e também a materiais feitos com borracha. Quando estava em processo de criação, chegava a tomar até 9 banhos por dia, além de ficar andando de lá para cá o tempo todo. Ele pedia que todas as tomadas não utilizadas fossem destruídas. Felizmente, algumas vezes, ele não foi obedecido, e o que sobrou pode ser visto no documentário "The unknown Chaplin" (O Chaplin desconhecido).



Estragos: em "O circo" fez 700 tomadas da cena da corda bamba, o que resultou em apenas alguns momentos no filme. Em "Luzes da cidade" gastou 95 mil metros de filme para reduzir a 2,5 mil no final.



Sua terceira esposa foi Paulette Goddard. Paulette tinha uma personalidade maravilhosa: era bem humorada e alegre (dizem que era uma golpista de mão cheia, aplicando golpes em transatlânticos). Ela foi a estrela de Modern Times e The Great Dictator e quase foi a escolhida para fazer Scarlett O'hara de "O vento levou". Talvez por serem parecidos na personalidade (se ele a traía ela não ficava atrás) se deram tão bem. Paulette também o fez se aproximar mais dos filhos. Ficaram casados por quase 10 anos, e permaneceram amigos após a separação.



Monsieur Verdoux foi a primeira vez em que o vagabundo não aparecia. É a história de um sofisticado cavalheiro que mata esposas por profissão.



Após terminar "Luzes da Ribalta", fez uma viagem à Londres. Em alto mar descobriu que estava proibido de voltar aos EUA, acusado de ser comunista. Oona O’neil (sua quarta esposa), diante disto, renunciou sua cidadania americana. Refugiaram-se em Corsier-sur-Vevey, na Suíça, até o fim da vida de Chaplin. Depois que o senador McCarthy foi deposto, Chaplin pôde finalmente ser recebido nos EUA. Recebeu seu 1º oscar da academia, em reconhecimento por sua obra.



Em 1954 ganhou o prêmio do Conselho mundial da paz e o doou aos pobres de Londres. Seu irmão morreu no dia do seu aniversário, em 1965. Com 86 anos foi condecorado pela rainha Elisabeth II e se tornou Sir. Charles.



Ele ainda tinha medo de voltar aos Estados Unidos. Tornou-se um velhinho ranzinza e chato, que gritava com as crianças que faziam barulho. Sua esposa Oona cuidou dele sozinha, até bem pouco tempo de sua morte, só admitindo uma enfermeira nos últimos meses. Ele morreu no natal de 1977, cercado por filhos e netos e seu corpo ainda foi sequestrado! Oona não fez questão, dizendo que o que Charlie deixou estava no coração dela e não nos seus restos. Diante disso os marginais revelaram o paradeiro do corpo: ele foi encontrado numa fazenda.

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