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18.12.07

Clark Gable

Como diria Faustão, sem dúvida alguma uma dos maiores monstros sagrados do cinema. Um misto de sensualidade, malícia e extrema masculinidade. As mulheres o amavam, os homens queriam ser como ele. Mas, olhando em retrospectiva, o que fazia desse homem, que nem bonito era, um dos mais queridos do mundo do cinema?
Clark nasceu em Ohio, em 1901, perdendo a mãe aos 7 meses de vida. Abandonou os estudos pois não gostava de estudar. Teve que se virar para sobreviver: foi vendedor de gravatas e fabricante de pneus, antes de tentar a sorte como ator. Não foi fácil, logo de cara foi recusado por Darryl F. Zanuck, que dizia que ele nunca faria sucesso porque tinha uma cara de mico. Mas ele sempre teve esse sonho. Sua primeira companheira, Josephine Dillon, o ajudou completamente nesse período. Ela era diretora e atriz de teatro, e muito mais velha que Gable. Casaram-se em 1924 e ela praticamente o moldou, mostrando a ele do que as mulheres gostavam, ensinando gestos, auxiliando na escolha de corte de cabelo, bigode, roupas, ajudando a criar a lenda que mais tarde seria conhecida como o Rei de Hollywood.

Começou em papéis modestos, em Forbidden Paradise (1924). Chamou atenção no filme Free Soul (1931), com Norma Shearer. Começou a ser escalado para papéis românticos, ao lado de estrelas como Joan Crawford (que se tornou sua amante).
Em princípios da década de 30, ele separou-se de Josephine e casou-se com a milionária Rhea Langhan, também mais velha que ele. Fez “The painter desert” (1931) na Metro, onde fez mais de 11 películas só nesse ano. Em 1934 ganhou um Oscar por “Aconteceu naquela noite”.
Mas o maior dos seus sucessos, sem dúvida alguma, é “E o vento levou”, em que interpretou Rhett Butler, par perfeito para a mimada Scarllet. Quanto aos dois, um capítulo à parte. Reza a lenda que ele, nessa época, era conhecido como o garanhão de Holllywood, não lhe escapando nenhuma atriz com quem contracenasse. Ele não perdoava. Surge então a belíssima Vivien, que não achou ele essas coisas todas. Bem, o resultado foi uma relação turbulenta, com discussões e provocações mútuas. Vivien dizia que era horrível a chapa que ele usava e que também era um horror ter que agüentar o bafo terrível dele durante as cenas de beijos (ou ele tinha problema de bafo mesmo, ou comia cebola antes das cenas, já me disseram essas duas versões do fato, não sei...). O fato é que se dando bem ou não, “E o vento levou” de 1939 se tornaria um marco na indústria cinematográfica.
Nesse mesmo ano ele se casou com aquela que seria sua paixão: a também atriz Carole Lombard. Os dois viveram uma grande paixão, até a morte desta, três anos depois do matrimônio. Bom, para Gable, amor não implicava mesmo fidelidade, e ele continuava o mesmo garanhão de sempre. Continuava com seu caso com Joan Crawford, com quem, esporadicamente, se encontrava de vez em quando. E era com ela que Clark estava quando soube da morte de Carole, num acidente aéreo. Ele ficou arrasado e teve nessa época uma profunda depressão.
A década de 40, por essa razão, não foi muito boa para ele, fazendo poucos filmes. Casou-se com Sylvia Ashley (viúva de Douglas Fairbanks) e apareceu em alguns filmes como Mogambo (1953) de John Ford. “Os desajustados”, seu último filme (e de Marilyn Monroe também) acabou entrando para a história. Nessa época, ele, já um coroa mais comportado, negou-se a ter um caso com Marilyn, que tentou, tentou, tentou, mas não o levou para a cama. Ele sentia-se já cansado e não queria mais meter-se em confusões. Ainda casou-se pela última vez em 1955 com Kay Spreckles, com quem teve um filho (John Clark Gable). Há rumores de que teve uma filha com Loretta Young, o que não foi confirmado até o presente momento.
Gable faleceu com 59 anos, em novembro de 1960, e foi enterrado ao lado de sua grande amada, Carole Lombard.

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