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18.12.07

Gays em Hollywood

Na frente das telas, eles eram heterossexuais convictos, mocinhas e heróis que povoavam os corações do povo. Bem, quando as filmagens acabavam, eles voltavam a ser o que realmente eram. Sim, Hollywood sempre foi povoado por homossexuais, atores maravilhosos, que vendiam a imagem que o público (?) desejava ver. Para que isso fosse possível, eles tinham que fingir ser o que não eram em público.
Dentre esses astros e estrelas, podemos citar Cary Grant, Greta Garbo, Gary Cooper, Marlene Dietrich e Burt eram de certa forma discretos, mantendo seus casos distantes dos holofotes.
No princípio do cinema, a androgenia já era vista com curiosidade, e Louise Brooks já explorava isso com ousadia, nem ao menos ligando para o que dissessem dela (havia boatos de que ela mantinha um caso com uma colega, só que, como tudo que era feito por Louise era no intuito de chocar, talvez esse caso fosse mais um papel representado do que a realidade). Jack Kerrigan, famoso caubói do cinema mudo, possuía em cena gestos bem delicados, e o fato de não querer casar causava uma desconfiança geral. Valentino, o sex-appeal da década de 20, também passava essa idéia de androgenia (e era bi, como eu citei na biografia dele). O vagabundo, de Chaplin, também tinha gestos delicados (e Joyce Milton, em “Contraditório vagabundo” coloca em dúvida a heterossexualidade dele, dizendo que um de seus melhores amigos, o tenista “Big Bill” Tilden que era gay assumido, sempre o acompanhava). Bom, eu acho que seja suposição, pois o simples fato de ter amigos gays não implica o ser também.
Havia alguns que eram descarados (sim, como também o são alguns heterossexuais), como a diretora Dorothy Arzener, masculinizada e poderosa, famosa por valorizar certos atributos de atrizes de seus filmes. Allá Nazimova também não era nada discreta, fazendo carícias públicas em suas “colegas”.
Bom, o caso Garbo/Dietrich é famoso, e a imprensa chamava-as de “duas partes do mesmo time”. Marlene era casada, mas gostava de meninos e meninas, como ela mesmo dizia.
Nas décadas de 30 a 50, muitos tiveram que casar, para manter a moral e os bons costumes, numa época tradicionalíssima. Dizem que Cary Grant, abandonou Randolph Scott, se casando em seguida com Virginia Cherill. Care Cooper tinha um “amigo inseparável” e foi avisado pela MGM que deveria evita-lo.
James Dean, dizem, comprava o silêncio de alguns jornalistas com cheques gorduchos, mandados pelos estúdios, evitando, dessa forma, publicações sensacionalistas.

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