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27.12.07

The Great Dictator - O grande ditador

Chaplin faz dessa vez dois personagens: o judeu e o ditador. Que são idênticos. O judeu é um ex combatente da primeira guerra, elo tempo à sua vida normal depois de ficar um belo tempo internado em um hospital. Enquanto ele estava internado, muitos acontecimentos mudaram os rumos do mundo: o partido de Adenoide Hynkel toma o poder e faz discursos inflamados, assustando a multidão.
Nas ruas, os soldados invadem as casas dos judeus, agredindo-os, saqueando lojas e exaltando que os arianos são a raça superior. O pobre judeu sofre também por isso. Uma jovem pobre, Hannah, é maltratada, mas acaba socorrendo o judeu que acaba de chegar do hospital, onde esteve internado. A cena em que ela bate uma frigideira na cabeça de Chaplin tornou-se um bailado perfeito: tonto pelo golpe, ele sai "dançando" entre a calçada e a pista, com passos perfeitos.
A defesa acaba não adiantando muito, pois os soldados conseguem pega-lo e tentam inforca-lo. Ele só é salvo porque um dos chefes o conhece da guerra, pois foram colegas.
Em outro plano, Hynkel prepara o grande golpe. Depois de uma grande discussão, Hynkel condena os judeus, e as pessoas começam a se esconder. Hannah e seus amigos fogem para Austerlich, onde encontram uma paz transitória. Hynkel tenta acordo com Napaloni (outro ditador). A competição entre os dois torna-se outro ponto chave para o filme, com um sempre querendo ser melhor que o outro. A guerra continua, e enquanto isso Hynkel vai caçar patos. Acaba sendo confundido com um judeu e é preso, depois de levar uns tapas. O pequeno barbeiro, por sua vez, é confundido com o ditador, e caminha para fazer o seu discurso. ao invés de ouvirem o discurso inflamado do antigo ditador, o que houve é uma exaltação à paz.
Curiosidades
- Esse foi o primeiro filme totalmente falado de Chaplin.
- O discurso (conhecido como o último), dura 6 minutos ininterruptos.
- O filme foi um problema para Chaplin do início ao fim. Se sua relação com os Estados Unidos já estavam abaladas, com o filme ficaram insuportáveis. Ele foi proibido em diversos locais. Hitler também proibiu em seu país (embora dizem que ele chegou a assistir e a gostar do filme).
- Chaplin também foi acusado de plágio, por Konrad Bercovici, que dizia que o filme era seu. Entrou na justiça exigindo muito dinheiro. No final, Chaplin pagou 95.000 dólares para que fosse tirada a queixa, embora negasse até o final que não tinha copiado nada de ninguém.
- Segundo Chaplin, em suas memórias, o acordo foi proposto pelo próprio juiz, que solicitou às partes que entrassem em um acordo pois ele não poderia demorar-se. Será verdade de Chaplin? Isso fortalece a crença de que Bercovici realmente tenha algo a ver com as idéias do filme.
- Recentemente foram encontradas cópias de um filme caseiro feito pelo irmão de Chaplin, Sydney. Nas cópias aparecem vislumbres de cenas, bastidores e testes. Tudo colorido. Estava em malas velhas, no porão da mansão da Suiça.
- Esse filme foi indicado para Melhor Ator, Melhor Música, Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Roteiro Original. Associação dos Críticos de Nova York 1940 - Vencedor de Melhor Ator.
- Chaplin arrependeu-se de ter feito O grande ditador. Ele falou que se soubesse o que tinha acontecido de verdade nos campos de concentração, não teria brincado com um tema tão sério.
- Hannah foi uma homenagem à sua mãe, que tinha o mesmo nome. Era uma apologia à mulher lutadora.

Um comentário:

Roderick Verden disse...

Hilariante e triste ao mesmo tempo, principalmente o discurso final. Obra-prima!

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