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18.12.07

Jerry Lewis

Quando eu era criança, sentava-me diante da tv para assistir à sessão da tarde. E era muito comum passar filmes de Jerry Lewis. Desde cedo aprendi a gostar dele.
Ator, diretor e produtor americano, Jerry Lewis (Joseph Levitch) já cantava nos palcos, junto com os pais aos 5 anos. Seus pais cantavam e tocavam em bares. No início, Jerry trabalhou como camareiro e porteiro, também atuando em clubes noturnos.
Aos 18 anos já era um profissional, e teve sua carreira impulsionada quando conheceu Dean Martin, seu parceiro em muitos trabalhos (no cinema mais de 16). Eles faziam juntos uma dupla baseada nos contrastes: Martin sempre interpretava o seguro de si, e Lewis o descoordenado, desatento, desajeitado.
Casou-se em 1944, com Patti Palmer, de quem se divorciou em outubro de 1982. usava sua aliança de casado em muitos dos seus filmes. Teve cinco filhos e adotou mais dois. Sua segunda esposa foi SanDee Lewis.
O ano de 1946 marcou sua estréia no cinema, ao lado de Dean, com o filme “Amiga da onça” (1949). Em 1956 a dupla se desfez, quando o comediante resolve atuar sozinho (alguns dizem que ele se achava bom demais para ter que dividir as atenções co Martin). Depois disso, seus personagens (na verdade uma variação do mesmo sujeito desajeitado) seguem um tom ingênuo, de bom garoto. Já tinha enorme popularidade nos anos 60, ainda mais com filmes como “O professor aloprado” (1963), que também foi dirigido por ele, em que está impagável. Produziu a segunda versão desse filme com Eddy Murphy.
Ele muitas vezes escreveu, atuou e dirigiu seus filmes.
Em 1983 foi chamado por Martin Scosese para fazer “O rei da comédia”. O resultado foi um show de interpretação, no papel do ansioso e suado anfritião de um programa de entrevistas. Nesse filme contracenou com Robert de Niro.
Durante os anos 60 e 70 Lewis começou a trabalhar em causas beneficentes. E escreveu sua biografia “Jerry Lewis”. Nos anos 80 começou a ter problemas de saúde, com um ataque de coração, chegando a ter sido diagnosticado morto. Salvou-se milagrosamente. Continou sua carreira no cinema e na televisão. Na década de 90 trabalhou na Broadway em “Damn yankees”, e começou a se dedicar à UNICEF. Em 1998 recebeu um prêmio pela sua trajetória da Associação americana de comediantes.
Realmente ainda sinto saudades da época em que a Sessão da Tarde passava seus filmes. Eu era criança e adorava, entendia. O tipo de comédia sem malícia, gostosa de ver com toda a família, sem constrangimentos. Estou longe do puritanismo, mas há horas em que só se deseja mesmo é a diversão, e isso eu tinha quando assistia aos filmes dele. Hoje em dia não passam mais. Tenho que me contentar em lembrar-me, e aguardar sair em DVD. Os tempos passam. Mas só os bons ficam.

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