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18.12.07

Leila Diniz

Leila nasceu no Niterói. Viveu somente 27 anos. Teve somente quatro anos de carreira e fez quatorze filmes. O suficiente para marcar sua imagem como atriz e, principalmente, como mulher. Nos anos 60, ela representava o ideal de liberdade feminina no Brasil, sempre desafiando aqueles que não aceitavam suas atitudes: dizia palavrões em público e falava abertamente sobre suas preferências sexuais. Disse certa vez que “você pode amar muito uma pessoa e ir para a cama com outra. Já aconteceu comigo”. Sua foto mais célebre foi a que posou grávida de biquíni, em 1970 (o que até hoje pode ser considerado algo chocante, como se estar grávida fosse algo anormal para certas cabecinhas desmotivadas a pensar).
O fato é que Leiluska saiu de casa cedo: aos 17 já morava com o cineasta Domingos de Oliveira (com quem trabalhou em “Todas as mulheres do mundo”). Nos quatro anos de carreira, fez 14 filmes, que fizeram da antiga professora primária, um mito. Na segunda metade dos anos 60, fez uma ponta no teatro, chamada por Cacilda Becker, e depois estreou no cinema com um pequeno papel em “O mundo alegre de Helô” (1965). Em 1966 ficou famosa com “Todas as mulheres do mundo”. Fez ainda “Edu, coração de ouro”; “O homem nu”, “Madona de Cedro” e “Corisco”. Na televisão fez algumas novelas, “O sheik agadir” e “Eu compro essa mulher”.

Casou-se com Ruy Guerra e teve sua única filha, Janaína. Quando a menina tinha 7 meses, viajou para a Austrália, para participar do Festival Internacional de Adelaide, onde promoveu o filme “Mãos vazias”, ganhando o prêmio de melhor atriz. Por sentir saudades de Janaina, antecipou seu retorno, e embarcou para a morte, no avião da Japan Airlines, que acabou explodindo perto de Nova Déli, na ìndia.
Mas ela deixou o exemplo: de mulher, de mãe devotada, de alguém que viveu espontaneamente cada momento da sua vida, como se fosse o último. E bem, como deve ser.

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