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18.12.07

Louise Brooks

Louise Brooks nasceus no Kansas, em 1909, filha de um próspero. Aos nove anos Louise foi estuprada por um vizinho. Bom, não se sabe se por causa disso, mas acabou tendo um comportamento sexual promíscuo por praticamente todo o restante da vida.
Adorava a dança, e aos quinze anos já excursionava na companhia da grande coreógrafa Martha Graham.
Depois disso, fez um pequeno papel no filme The Street of Forgotten Men, de 1925. Em 1928, já reconhecida como grande estrela nos Estados Unidos, vai até a Alemanha estrear o filme que garantiu seu lugar na posteridade: A Caixa de Pandora, do grande diretor austríaco G.W.Pabst. Era um filme mudo na época do início do cinema falado, e este fato, além da "imoralidade" do tema, fez com que o filme fosse recebido friamente nos Estados Unidos.
De gênio forte, nega-se a dublar suas falas no filme “Canary Murder Case”, da Paramount, o que arruinaria sua carreira, pois o diretor B.P. Schulberg promete vingança. Ainda chegou a fazer alguns filmes, com pouco sucesso na Alemanha, mas de volta aos Estados Unidos não consegue mais papéis importantes. Começa a ter sérias dificuldades financeiras.
Seu último papel é um Overland Stage Raiders, um western barato, realizado em 1938, com John Wayne em início de carreira. Volta para sua terra natal, tenta sobreviver da dança, tenta vários empregos (pode ter trabalhado mesmo de acompanhante), vivendo de doações de amigos e amantes.
Ela dizia que gostava de irritar as pessoas. Esquecida e abandonada, Louise ressurge em 1955, numa grande mostra de cinema na Cinemateca Francesa, onde dois cartazes gigantes mostravam Louise Brooks e Falconetti (atriz principal de A Paixão de Joana D`Arc ,de Dreyer), ambas grandes mitos do cinema que tiveram carreira curta.
A partir disso, a atriz começa a escrever artigos para revistas especializadas sobre cinema em geral e suas experiências cinematográficas em particular (estes artigos, mais tarde, foram reunidos no best-seller Lulu em Nova Iorque - Lulu é o nome de seu personagem mais famoso, do filme A Caixa de Pandora). Ela escrevia muito bem.
Seus últimos anos foram mais tranqüilos. Ela vivia praticamente reclusa, tinha poucos amigos. Bebia e fumava muito, diariamente. Foi temperamental até o fim.

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