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27.12.07

Martin Scorcese

Ele um dia quis ser padre. Não deu certo. Acabou enredando pelo cinema. Enquanto esteve na Universidade de New York, experimentou vários tipos de filmes, antes de lançar-se à sério na carreira. E foi com um de seus filmes curtos, que ele recebeu um convite, em 1972 do produtor produtor Roger Corman para dirigir Sexy e Marginal. Com seu amigo Harvey Keitel, fez “Who´s that knocking at my door”, considerado o seu primeiro filme. Brian de Palma apresentou-o a aquele que viria a ser um de seus atores preferidos: Robert de Niro.
Na décade de 70 dirigiu filmes de baixo orçamento, como “Mean Streets”, primeiro de uma parceria com deNiro. Em 1974 dirigiu Ellen Bustyn, em “Alice doesn’t live here anymore”, e ela acabou ganhando o Oscar de melhor atriz. Depois disso seguiram-se sucessos como Táxi Driver (de Niro e a jovem Judie Foster) e New York, New York (seu primeiro musical, tendo Liza Minelli como estrela).
Durante os anos 80 ele fez filmes de baixos orçamentos, com pouco sucesso, mas nem por isso deixou de ser controverso: “A última tentação de Cristo” trouxe escândalo e protestos, mas pouco retorno financeiro. Depois disso ele precisava de um sucesso realmente grande. Foi o que aconteceu com “Os bons companheiros” (filme sobre a máfia), que acabou se tornando o seu maior sucesso em termos comerciais.
A década de 90 e 2000 continuou trazendo filmes expressivos, como "A Época da Inocência" (com Michele Pfeiffer e Winona Ryder) e “Gangues de Nova York” (que acabou recebendo dez nomeações para o Oscar) e a controversa biografia de “O aviador”.
Scorcese é o mais italiano dos diretores americanos. Em suas histórias sempre encontraremos a forte influência da cultura italiana, da religião, da violência urbana e com temas profundos. Mesmo assim negou-se a dirigir A Lista de Schindler por achar que não seria tão bom quanto um diretor realmente judeu. Mas mesmo com todo o reconhecimento, como aconteceu com grandes diretores, Scorsese não foi reconhecido pela "gangue" que rege o Oscar, apesar de ter sido indicado diversas vezes. E talvez isso faça dele um dos melhores, ou melhor, de sua geração.
Vale a pena conferir: Senses of cinema

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