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18.12.07

Mary Pickford e Douglas Fairbanks

Douglas Fairbanks conheceu Beth Sully, sua primeira mulher, na Broadway. Casaram em grande estilo. Ele era um conhecido gentleman, e um infiel incorrigível. Beth aceitava tudo com grande resignação. E enquanto permanecia casado com ela, conheceu inúmeras mulheres. Em uma festa em Nova York conheceu Mary Pickford, a namoradinha da América. Poderia ser mais um caso na vida dele. Poderia, mas não foi.
Mary Pickford nasceu no Canadá. Desde os 17 anos sustentava a família inteira, com seus filmes. Casou-se com Owen Moore, um conhecido beberrão. Com ele aprendeu a beber. Na festa em questão, ela tentava atravessar uma ponte escorregadia, e Douglas a ajudou a chegar ao outro lado. Começaram um romance logo em seguida. Ele, acostumado a enganar a esposa, escapava sorrateiramente no meio da noite para encontrar Mary e tão logo o dia começava, voltava à sua casa. O caso começou a ficar conhecido, mas, embora se amando, eles tentavam ocultar por todos os motivos possíveis: os dois eram casados, famosos, Mary ficara famosa com suas personagens angelicais, o público por certo não aceitaria o romance, e, por último, eram católicos e teriam que renunciar à Igreja para se separarem de seus respectivos companheiros.Mas em 1917 foram chamados para fazerem juntos uma campanha contra a primeira guerra. Nem se quisessem conseguiriam esconder. Decidiram assumir o romance. O público, ao contrário do que pensavam, aceitou, pois tratava-se da namoradinha da América e o ídolo americano. Beth ficou perplexa, mas se calou ao receber 500 mil para separar-se dele. Mary ainda demoraria mais um ano para conseguir sua liberdade. Seu marido não facilitou as coisas: exigiu 100 mil dólares.Em 1920 Mary e Doug finalmente se casaram. A lua de mel foi na Europa, e eles personificavam o casal feliz. Compraram uma mansão, que ficou conhecida como Pickfair e lá viveriam felizes os primeiros anos.Com o tempo os ciúmes dele começaram a aumentar (não gostava de ver ela em cenas de beijos com outros atores). Ela bebia cada vez mais, excedendo o socialmente aceitável, enquanto que ele continuava abstêmio. De uma hora para outra ela cortou os cachinhos dourados, pois estava cansada da imagem de eterna adolescente (já tinha 32 anos!), assumindo um corte melindrosa. Ela ganhou um Oscar por seu filme Coquete. Aos poucos, a fama, o ciúme, a bebida, as infidelidades dele (que namorou nessa época uma Maria Alba) começaram a desgastar a relação. Doug agora passava mais tempo fora de casa, viajando. Com o tempo Mary cansara-se de ser fiel, e foi à forra: marcou uma viagem com Buddy Rogers, mas Doug, descobrindo tudo foi encontra-la e pedir perdão. Fizeram as pazes, mas não por muito tempo. Fairbanks resolveu mudar-se em definitivo para a Inglaterra (e nessa época já encontrava-se com Lady Sylvia Ashley). Em 1934 Mary pediu o divórcio. Mas ele não pensou que ela fosse tão longe, pois acreditava ainda ama-la e que no final de tudo ficariam juntos. Mas o escândalo com sua relação com Sylvia acabou com as esperanças de volta. Mary o odiou por isto.Ele enviou diversos telegramas a ela, tentando a reconciliação, prometendo mundos e fundos, mas não obtinha a resposta. Então, decidiu viajar e casar-se com Lady Sylvia. Chegando ao hotel do qual o pai tinha saído, Douglas Fairbanks Jr. encontrou um telegrama enviado por Mary, aceitando se encontrar com ele, mas tentou em vão convencer o pai, pois ele dizia que já era tarde demais, pois já tinha assumido com Sylvia. Tinha esperado muito tempo pela resposta dela. Foi o fim de tudo.Bom, em 1936 ele casou-se com a Lady, e Mary com Charles Rogers. Doug, que nunca bebera, nos últimos anos de vida entregou-se ao vício e acabou morrendo precocemente em 1939. Dizem que Mary chorou profundamente, pois, mesmo casada de novo, ainda o amava. Pickford ainda viveria muito, morrendo já velhinha, em 1979.

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