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18.12.07

Mata Hari:a história de uma espiã

Um filme que (ainda) não vi, mas que provavelmente verei ainda este ano. Mata Hari, produção de 1932. Um pouco da história da verdadeira:
Mata Hari (Margarete Gertrud Zelle) nasceu na Holanda, em 1876. Casou aos 17 e teve dois filhos, um morrendo ainda criança. Sofreu tremendamente com o marido, sendo traída e tendo que agüentar bebedeiras, antes de abandona-lo. A criança ficou com sua família.
Algum tempo depois ela surgiu como dançarina, muito exótica, já conhecida como Mata Hari. Tornou-se famosa entre os ricaços da Europa, dizia-se que ela mesma escolhia seus clientes. Conseqüentemente, ganhou muito dinheiro e conheceu muitos países, inclusive durante a terrível guerra. Por isso começou a ser investigada. Diz a lenda, que o serviço secreto francês pediu para que ela se infiltrasse entre os alemães, como espiã, para conseguir informações. Inexperiente, ela foi presa pelo serviço de inteligência britânica. Bem, a partir daí, acredita-se que ela tenha virado a casaca, trabalhando para o serviço secreto alemão enquanto continuava dando espetáculos de dança no mundo. A França, desconfiada de suas atividades, começou a desconfiar e a acusou de traidora. Bem, a confusão estava formada, pois agora ela teria que provar que era inocente, e jurou fazer isso aceitando ser enviada numa missão secreta a Bruxelas. Mesmo assim, ela continuava a receber ordens dos alemães. Trabalhando para os dois lados, conseguiu uma grande soma em dinheiro.
Depois de um tempo (lógico), acabou sendo descoberta pelos já apreensivos franceses, sendo presa e interrogada. Em algumas dessas interrogações confessou (?) ser mesmo espiã alemã, sendo conhecida sob o pseudônimo de H21. Ficou então conhecida como a maior espiã do século e responsável pela morte de milhares de soldados. Julgada, foi condenada à morte por fuzilamento. Jurava inocência e, já condenada, esperava a morte a cada dia. No dia em 15 de outubro de 1917 ela foi acordada às pressas, benzida e levada para a morte. Reza a lenda que ela vestia apenas uma túnica, e ao som da autorização dos tiros, tirou sua roupa, ficando nua. Bem, quanto a esse ponto, dizem que ela tinha sido enganada. Avisada que na verdade sua morte seria uma encenação e que seria libertada, teria planejado esse novo espetáculo.
Até hoje não se sabe se realmente foi uma espiã ou não. Os dossiês franceses ainda estão fechados. A dúvida ainda paira no ar. Sua imagem fascina até hoje, pela sensualidade aliada ao imprevisível.
No cinema, Greta Garbo personificou-a. Esse drama foi lançado em 1932, nos Estados Unidos, pela MGM. Além de Greta, teve no elenco Ramon Novarro, Lionel Barrymore, Lewis Stone e Katen Morley, dentre outros. Esse filme teve o orçamento de US$ 558 mil.
O filme levou milhares de pessoas aos cinemas, que se atraíram tanto pela história mas mais ainda pelo carisma da Greta. Esse filme não recebeu uma indicação ao Oscar. Infelizmente ainda não vi, mas fica a vontade de ver a musa no papel mais marcante de sua carreira.

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