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19.12.07

Minha amiga Dorothy

Judy, Judy, Judy. Sabe quando você simpatiza com determinado ator e não sabe nem direito o motivo? Acontece com Judy. Um dos grandes mitos do cinema, um mito do mundo gay.
Frances Ethel Gumm nasceu em Minnesota (junho de 1922) e iniciou a carreira cedo, com 6 anos, participando de um grupo vocal com suas irmãs (The gumm sisters),pois sua família fazia parte do teatro musical; mas o sucesso absoluto viria com O mágico de Oz. Impossível, impossível ouvir Over the Rainbow sem ligar com a imagem da Dorothy, a mocinha de olhos meio vesgos, que busca um espaço no mundo, e quer ser aceita como é (por isso também a atriz ser considerada um símbolo na luta contra a discriminação dos gays).
Com 17 anos estrelou O mágico de Oz, recebendo um Oscar especial por seu trabalho. Foi nesse período que o estúdio anexou uma cláusula que ela não poderia engordar e tampouco perder a sua voz. Receitada pelo próprio estúdio, começou a usar remédios para não engordar. Mesmo com 20 anos, os estúdio quiseram que ela continuasse a ser a mesma Dorothy, caso contrário perderia o contrato. Mais uma pressão. Diversas vezes tentou o suicídio.
Uma grande parceria nesse período foi Mickey Rooney (ô carinha que eu não simpatizo) em filminhos bobos, bem ao molde americano, que visavam somente interter as platéias americanas durante a guerra.
Um mudança significativa em sua carreira ocorre com o filme The pirate, de 1948, em que aparece mais feminina, aposentando a mocinha dos velhos tempos. Nesse período tomava anfetaminas (também receitados pelos médicos de Hollywood, o que a fazia ter alucinações e mudanças terríveis de humor).
Pela década de 50 passou um tempo esquecida pelo cinema. Ela torna-se para a música e acaba ganhando 5 grammys. Retorna ainda ao cinema com o filme Nasce uma estrela. Na década de 60 apresenta o The judy Garland show, pela CBS (tem um dvd com algumas apresentações).
Mas Judy foi uma espécie de amostra do que a fama precoce e o excesso de trabalho podem fazer com uma pessoa: drogas e alcool desde cedo fizeram parte de sua vida. Drogas para dormir, drogas para acordar, drogas anti-depressao, álcool das festas tomando o espaço da vida privada. . A própria vida, cheia de desilusões, a fizera se entregar aos barbitúricos. Em muitos momentos as filmagens eram interrompidas para que ela pudesse se recuperar.
Aos 47 anos seu rosto já mostrava os efeitos agoniantes do excesso de estravagâncias que teve na vida, tão jovem, mas já tão estragada...
Acabou morrendo de overdose, em 1969, em Londres. Como atriz já não trabalhava, mas ainda cantava. E como cantava.

Casamentos: David Rose, Vincent Minelli, Sidney Lufft, Mark Herron e Mike Deans
Filhos: Liza Minelli, Norma Lufft e Joe Lufft

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