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19.12.07

A morte absurda de Jean Harlow

Jean Harlow, a primeira loura bomshell mais conhecidas de Hollywood, nasceu em março de 1911, na cidade de Kansas. Aos 16 anos ela e sua mãe mudaram-se para ... Sua mãe, já separada, juntou-se a Marino Bello. Jean, por sua vez, apaixonou-se e casou-se com Charles McGraw, aos 16 anos (separaram-se antes dela iniciar o estrelato).
Começou fazendo alguns curtas cômicos, por necessidade, pois seu padrasto não ajudava nas despesas. Começou com a dupla Laurel e Hardy. Conheceu o magnata Howard Hughes que ajudou na sua carreira, conseguindo um contrato para ela na RKO, que passou a promove-la. Deslanchou na carreira, fazendo filmes como "Anjos do inferno" (1930), fazendo uma curta participação em Luzes da cidade (1931) entre outros.
Em 1932, foi contratada pela MGM, e também casou-se com Paul Bern, que era um homem de confiança de Irving Thalberg. Na verdade, até hoje não se sabe o que ela desejava com esse casamento (ela poderia escolher qualquer homem, mas escolheu justamente um homem pequeno, careca, com um bigode fino), mas a verdade é que ele revelou-se o maior fiasco de sua vida. Ainda na noite de núpcias, Jean descobriu que ele era impotente e acabou por levar uma surra: ele a espancou, lhe dando chicotadas e mordidas. Surra esta que lhe deixou marcas que acompanhariam pelo resto de sua vida. Bom, para acabar a tragédia do casamento, ele acabou suicidando-se com um tiro, na residência do casal, deixando um bilhete em que se dizia apaixonado por Jean e pedia perdão por não satisfaze-la.
Nessa época ela fazia um filme com Clark Gable, e acabou consolando-se nos seus braços (como fazia já há algum tempo logo depois do seu casamento frustrado). Sua fama crescia a cada dia mais. Depois da morte de Bern, ela casou-se com Harold Rosson, de quem se divorciou em 1935. Já sentia enormes dores, causadas pela surra que levara de Paul Bern.
Para perpetuar a fama de sensual, antes de colocar os vestidos justíssimos, ela esfregava gelo nos mamilos, e nos jornais afirmavam que ela dormia nua sob peles. Diziam ainda que sua cama era uma réplica da concha de Vênus.
Mas na verdade ela na vida particular parecia ser apenas uma mulher muito carente, que desejava muito ser mãe. Apesar de esforçar-se, não conseguiu. Já durante a lua de mel com Rosson, ela teve a primeira crise de apendicite. Na verdade, desde o espancamento que levara de Bern, as seqüelas acabaram por evoluir para complicações renais.
Quando estava rodando Saratoga (1937) desmaiava em cena constantemente. Até que um dia foi socorrida. Sua mãe, que acabara de se converter para a cientologia (que achava que só com a força do pensamento conseguia-se o que quisesse), negou-se a prestar qualquer tipo de socorro médico. Achava que só com o pensamento conseguiria cura-la. Jean sofria enormes dores, e não conseguia sequer falar e pedir ajuda. Todos tentaram em vão convencer sua mãe a socorre-la. Jean morria a cada dia, definhando, sofrendo, sem conseguir dizer uma palavra. Quando enfim invadiram sua casa para tentar salva-la, já era tarde. Jean morria aos 26 anos, em 1937, uma morte absurda.

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