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18.12.07

O gordo e o magro

Sem sombra de dúvida a dupla de comediantes mais amada de todos os tempos. Cenas inesquecíveis surgiram na pele de Oliver Hardy (o gordo) e Stan Laurel (o magro), e é fácil identificar essas duas figuras ou pelo comportamento de cada um (o gordo sempre sério, metido a saber mais, mas sempre atrapalhado e o magro eternamente desajeitado e desatento). Pareciam mesmo ser duas metades da mesma pessoa.
Stan Laurel teve o mesmo início de Chaplin, trabalhando na trupe de Fred Karno, como comediante. Ele substituía Charles no papel do bêbado. Depois disso foi convidade para o cinema, onde nos primeiros tempos chegou a fazer 75 filmes sozinho. Hardy era já então astro das primeiras comédias do cinema mudo, e não era tão gordo.
Começaram a trabalhar juntos em “Lonely dog” (1917), mas a dupla propriamente dita só surgiu em “Slipping wives” e “Putting pants on Philip” (ambos de 1927). Ganharam um Oscar por “Entrega a domicílio” de 1932.
Foram um dos poucos a se dar bem na passagem do cinema mudo para o falado, que só veio para firmar a carreira deles.
O problema é que eles eram empregados. Não fizeram como Chaplin, que o que ganhava juntava e acabou por ter sua própria companhia. Laurel e Hardy conformavam-se em ganhar os seus salários, e embora suas imagens estivessem estampadas em brinquedos, quadros, e outros objetos, não tinham participação. Infelizmente por conta disso acabaram pobres. Stan, o elemento mais criativo da parceria, morreu na extrema pobreza em 1967. Hardy morreu em 1957.

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