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26.12.07

O misterioso assassinato de Desmond Taylor

Fatos:

William Desmond Taylor iniciou a carreira como ator, mas quando testou ficar atrás da câmeras reconheceu que era bem melhor. Pouco tempo depois era considerado um dos maiores diretores da época, tornando-se presidente da Associação de Diretores, e trabalhando para a Paramount.

William tinha fama de bom moço, e envolveu-se com Mabel Normand, que era uma atriz que gozava de grande fama, graças aos curtas de Mack Sennet, em que ela fazia a atrapalhada mocinha, sempre metida em enrascadas.

Um pouco depois, William conheceu a bela Mary Miles Minter, na época com 17 anos, que entrou na Paramount, como uma grande esperança de substituir Mary Pickford, já que as mesmas tinham o mesmo apelo virginal. Acontece que ela se apaixonou pelo grande diretor, e ele, dizem, nutria por ela um amor quase paternal, já que tinha idade de ser o seu avô. Acontece que Mary tinha uma mãe digna de madrasta de contos de fadas, que, receosa de perder sua galinha dos ovos de ouro, quis impedir o romance.

O fato é que, em 22 de fevereiro o corpo de Desmond foi encontrado com uma bala nas costas. A polícia quando chegou no local encontrou vários executivos da Paramount “tirando” e queimando papéis, fotos ou qualquer coisa suspeita. Foram encontradas roupas íntimas de Mary miles Minter e fotos pornográficas de atrizes da época. Mabel foi chamada a depor, mas liberada logo em seguida. A polícia determinou que ela era viciada em cocaína, mas não assassina.

Mary escreveu em seu diário que sua mãe matou Desmond. Bem, se ela matou ou não, se contratou alguém para fazer o serviço não se sabe. O que se sabe é que sua filha lhe deu o álibi que ela necessitava. Informou a policia que as duas encontravam-se em casa no momento do assassinato, e que lá permaneceram.

Bem, talvez num momento de raiva, a sra. Charlote (mãe de Mary) tenha pego os dois juntos e matado o Desmond. Em seu depoimento, Mabel informou que esteve na casa dele um dia antes do acontecido, e que ele estava discutindo com uma pessoa ao telefone (seria a mãe de Mary?).

E se os executivos de Hollywood ao invés de “queimar” provas estivessem colocando falsas provas?

O resultado disso tudo foi o fim da carreira promissora de Mary Miles Minter, que não conseguiu renovar seu contrato com a Paramount.

A outra vítima foi Mabel, que não foi em momento algum colocada entre as suspeitas, mas teve seu vício levado ao público e depois disso nunca mais conseguiu se recompor, morrendo esquecida. O caso permanece sem solução. Principalmente agora que ninguém daquela época pode esclarecer.



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