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18.12.07

Origens do Cinema mudo

É, a primeira sessão de cinema (paga) aconteceu em 28 de dezembro de 1895, numa sala dos fundos do Grand Café, no Boulevard Capucines, em Paris. A platéia assistiu, entre a assombração e o deslumbre: que estranho, imagens de pessoas a se movimentar! O que viu-se foi imagens de trabalhadores saindo de uma fábrica e de um trem chegando na estação.
Com essa projeção, Louis e Auguste Lumière fizeram vir à luz o cinema. No início do século XX o cinema se expandiu e começou a gerar dinheiro, muito dinheiro. Os filmes mudos contavam com explicações, em forma de texto, e os atores abusavam da pantominia (gestos).
Começaram a ser feitos filmes mais cultos, mais conhecidos como “Films d’art”, baseados em obras literárias, para aquelas pessoas de gosto mais refinado. Charles Pathé, na França, marca início da industrialização do cinema. Max Linder foi um dos que estreou em uma das salas de Pathé.
O povão gostava de ver desgraça (sim, desde aquele tempo!) e preferia os pastelões: comédias rasgadas, cheias de torta na cara e perseguições. A Keystone produzia filmes assim em grande quantidade, para atender à demanda, às vezes os atores faziam até 5 curtas por dia!! Não havia roteiro, eles começavam a rodar e fosse lá o que Deus quisessem, a personificação de uma câmera e uma idéia.
Muitas das tomadas eram feitas nas ruas, jardins, corridas de cavalo, o que pudesse ser filmado. E os atores do cinema não eram considerados grandes. Aliás, essa é uma curiosidade, já que muitos, por se envergonharem do que faziam, escondiam-se atrás de bigodes e máscaras. Os melhores atores eram os do teatro. Chaplin (meu queridinho) foi um dos primeiros a assumir que era sim, ator de cinema, abandonando o teatro em nome dessa nova arte que surgia. Os estúdios tampouco se importavam com isso, e não colocavam os nomes dos atores nos créditos dos filmes, sendo eles conhecidos como a “garota da MGM” ou “o astro da MGM”.
David Wark Griffith deu seu próximo passo para o crescimento do cinema. Sua forma original de narrar um filme revolucionou a sétima arte, ele dividia os filmes em seqüências, mostrava ações em paralelo, mudava o local do ângulo da câmara, variava os planos, usava o flash-back ou narração de efeito antigo, com o objetivo de emocionar o público.
Nos Estados Unidos o cinema visava lucro e não a estética ou a poesia visual, como acontece na Europa. Hollywood, nesta época já havia se convertido no centro industrial cinematográfico mais próspero dos EUA. Grandes empresas se reuniram levantando seus estúdios onde, além de filmar seus filmes, era construída uma atmosfera de lenda ao redor de seus ídolos. E muitos atores e atrizes se convertem em mito (Lílian Gish, Gloria Swanson, John Barrymore, Lon Chaney, John Gilbert, Douglas Fairbanks, Mary Pickford, Mae West e Rodolfo Valentino, Louise Brooks).

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