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18.12.07

Os grandes esquecidos do cinema

As grandes figuras do cinema cômico (Chaplin, Keaton, Lewis) tomaram para si todas as atenções, a ponte de esquecermos os predecessores e também os seus companheiros de cena, os chamados “escadas”, que preparam a piada.
Afinal, quem hoje ouviu falar de André Deed, que foi o primeiro cômico de tela e cujos filmes hoje são obras guardadas em museus de filmes? Havia também, pequenos mas notáveis comediantes, hoje desconhecidos: Larry Semon (visto quase sempre com a cara enfarinhada) e Raymond Griffith (de aspecto elegante e bigode à Max Linder). O próprio Max Linder, a quem Chaplin teve por inspiração passa como desconhecido.

E aqueles que estavam sempre em luta com o bom mocinho? É difícil guardar o nome do grandalhão que vive correndo atrás de Chaplin, ou que vive aprontando com Laurel e Hardy (O gordo e o magro). Mas a verdade é sem Mack Swain (que acompanhou Chaplin desde o início da carreira e fez o seu companheiro em “Em busca do ouro”) e Eric Campbel (o gigante que persegue o pequeno vagabundo e formou com ele a primeira dupla de contraste fraco X forte) a figura carismática de Carlitos não teria muito sentido. E O gordo e o magro, o que fariam sem James Finlayson e Hardy Langton, que sempre apareciam para agitar a história?
Dean Martin, não o inimigo, mas o oposto de Jerry Lewis, o boa pinta, o galã que permanecia intacto mesmo na situação mais constrangedora. Nos filmes de Lewis em que Dean não está, penso eu que fica um vácuo, uma falta. Sim, Jerry Lewis é bom, muito bom sozinho, mas com Dean é ainda melhor.
Eu fico pensando em quantas e quantas outras pessoas, que nem eu me lembro ou sei que existiram, fizeram parte dessa história do cinema. Como será que eles se sentiam? Da minha parte aplaudo todos eles, pois o que seria do cinema sem eles?

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