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18.12.07

Paulette Godard

Podem dizer que é por causa de Chaplin, mas não é. Realmente simpatizo com Paulette. Ela nasceu, provavelmente em 1911, mas pode ter nascido alguns anos antes, em Nova York. Sua infância foi bastante pobre, pois seus pais se divorciaram quando ela e a irmã ainda eram bem pequenas. Sua família chegou a trabalhar numa lavoura, onde colhiam batatas. Seu início foi como modelo publicitário, mas também foi uma das garotas do Ziegfeld (seu papel era ficar sentadinha num balanço, segurando um cachorrinho). Paullete passou por enormes dificuldades. Alguns até a reconheciam como uma espécie de isca para trambiqueiros (fato que ela nunca negou nem assumiu), trabalhando nos transatlânticos, fingia ser uma garota inocente e incentivava os homens ricos (bobões) a fazerem grandes apostas.
Sugar, como era conhecida pelos amigos, estreou no cinema em “Berth Mark”, curta do Gordo e o Magro. Depois disso casou-se com um milionário, Edgar James. Mudou-se com ele para o interior. Depois do divórcio, retornava a Hollywood, cem mil dólares mais rica e dirigindo um seda Duesenberg (valia na época por volta de 18 mil dólares).
Voltou ao cinema, onde fez pequenos papéis em filmes como “Torero a la fuerza” (não encontrei o título em inglês), de 1932.
Na década de 30 conheceu Chaplin. Ele, que tinha medo de golpistas, acabou se apaixonando por ela. Acho até que eles se completavam muito. Paulette era divertida, alegrava ele, uma ótima jogadora de tênis, e os dois adoravam fazer cruzeiros juntos. Pouco tempo depois ela se mudava definitivamente para a mansão dele. Chaplin comprou o passe dela no estúdio Hal Roach e arranjou um curso de interpretação e dança para ela. Depois dele, ela voltou a ser morena. Segundo ela, “Era fácil a vida para uma loura. Como morena, tive que reaprender a viver”. Depois dela, Chaplin também passou a cuidar melhor dos filhos que teve com Lita Grey.
Fizeram juntos Tempos modernos (1936), onde ela encarou o papel de uma menina pobre e orfã, par ideal para o vagabundo. Conta a lenda, que ela chegou toda bonitinha, arrumadinha, com o cabelo engomadinho para a primeira cena. Chaplin correu, jogou água no cabelo dela para que o papel ficasse convincente. Depois desse filme ainda fizeram o Grande Ditador (1940), mas já estavam separados.
Ela também fez teste para ser a Scarlett (como toda a Hollywood da época). Dizem até que ela seria a Scarlett, já estava tudo certo, a não ser por um detalhe: Chaplin. Conhecido como um encrenqueiro de primeira, os diretores acharam por bem não escolhe-la e evitar choques com o astro. Ela atuou ainda em filmes como “Piratas do caribe”, de Cecil B. de Mille, e “Os inconquistáveis”.
Apesar de ser uma boa atriz, a Paramount rompeu contrato com ela na década de 40. No final dessa década casou-se, mais uma vez, com Enrique Maria Remarque. Aliás, sua vida amorosa não foi tão insossa assim, com nomes como Howard Huges, Gary Cooper, John Wayne e Clark Gable.
Paulette morreu em 1990, com 78 anos.

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