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2.1.08

Barbara Stanwyck




Barbara Stanwyck, ao final de sua vida era pouco vista em público. Preferia ficar em sua casa, sozinha. Costumava dizer que preferia isso a ser vista nas ruas e ter que ouvir às maledicências daqueles que julgam a todos pela beleza e juventude. A sua secretária ficava responsável por fazer suas compras e quando ela queria companhia, chamava suas velhas amigas das épocas glamourosas: Ida Lupino e Jane Wyman. As duas a acompanharam até o final dos seus dias, quando ela faleceu aos 82 anos de idade. Não deixa de ser um comentário triste o de Barbara, atriz que encantou e encanta multidões até hoje.

Sua vida não foi realmente muito fácil: orfã aos 4 anos, passou de família a família, até virar corista num cabaré em Nova York. Em 1929 estreava no cinema, um enorme sucesso, com filmes como "Pacto de Sangue" e "A vida por um fio". Casou-se em primeiras núpcias com Frank Fay, com quem teve um casamento turbulento: ele era alcoolatra e batia nela constantemente. Mesmo assim o divórcio só veio 9 anos depois. Foi então que ela conheceu o amor de sua vida: Robert Taylor. Com ele foi feliz durante 12 anos, mas acabou perdendo-o quando ele foi à Roma filmar "Quo Vadis" e apaixonou-se por outra mulher. Não teve filhos naturais, pois era estéril, mas acabou adotando 1, que lhe deu trabalho (viciou-se em drogas).

Mesmo com tantos problemas na vida particular, sua carreira no cinema é invejavel: em 60 anos de trabalho, atuou em 832 filmes e mesmo assim faz parte da enorme lista de artistas injustiçadas de Hollywood, não tendo ganho nenhum Oscar (a não ser um Humanitário).

(Ajudou-me nestas informações o livro Hollywood nua e crua, de Dulce Damasceno Brito).

Para curtir: Uma noite com Barbara na TCM, no dia 16 de julho. 3 filmes da Diva em sequencia.




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