Seguidores

2.1.08

Cary Grant



Cary Grant, nasceu Archibal Alexander Leach, em Bristol (Inglaterra), em janeiro de 1904. Sua família era pobre e em 1913 sofreram muito quando a mãe de Cary foi internada num Hospital psiquiátrico. Dentre as loucuras da mãe, estava o fato de vestir o filho com roupinhas de menina. Para passar o tempo e esquecer um pouco de sua realidade, começou a fazer teatro, e acabou abandonando os estudos aos 14 anos. Em 1918 estava na Trupe de Bob Pender, dançando e fazendo acrobacias. Em 1920 a trupe chegou nos Estados Unidos, onde Cary se apresentou na Broadway. Não quis regressar ao seu país, e ficou nos EUA trabalhando como modelo e esporadicamente ator (trabalhou como homem sanduíche e atendia esporadicamente a senhoras).
Depois de participar de algumas comédias musicais, como “Golden Dawn” e “Nikki”, conseguiu um contrato com a Paramount, em 1932, onde mudou o nome para Cary Grant (um trocadilho, do nome de um dos maiores atores da época Gary Cooper). Estreou em This Is the Night, de Frank Tuttle, fazendo um papel secundário. Em Blonde Vênus aparece ao lado de Marlene Dietrich. Mãe West se agradou dele, e exigiu sua participação em dois filmes seus. Depois de atuar com diversas estrelas, como Katherine Hepburn e Irenne Dunne, Carole Lombart, conseguia finalmente chegar ao estrelato.

Em 1941 concorreu ao Oscar com Penny Serenade, mas acabou perdendo para Gary Cooper. No ano seguinte perderia para Bing Crosby. Esse ano também marcaria o início de uma colaboração importante para ambos os lados, quando atuou pela primeira vez para Alfred Hitchcock em Suspicion, que acabou sendo prejudicado, já que o final imaginado por Hich não pôde ir ao ar, sendo trocado por algo mais paliativo. Mas o público queria mais Grant. Fazendo comédias ele provou ser um ator versátil. Durante as décadas de 50 e 60 ele seguiu fazendo enorme sucesso em comédias, dramas e suspenses. Em 1966 ele abandonou as telas.

Com Barbara Hutton, 1944Na vida particular, sempre houveram rumores de sua homossexualidade, sobretudo um longo relacionamento com Randolph Scott, com quem morou durante algum tempo. Os estúdios acharam que seria prejudicial para sua carreira, e trataram de arrumar-lhe logo uma esposa, no caso Virginia Cherril (a cega do filme Luzes da Ribalta, de Chaplin). Bom, mas o casamento acabou não dando certo não pelos motivos óbvios, mas pelo ciúme excessivo de Cary, que botava vigias atrás de Virginia e dava-lhe surras esporádicas. Scott continuava sendo seu vizinho e “melhor amigo”. Sua segunda esposa foi Bárbara Hutton. Segundo amigos de Hutton, o casamento jamais se consumou. Sua terceira esposa foi Betsy Drake, com quem ele aprendeu a beber compulsivamente e a usar LSD. Foi nessa época que conheceu Sophia Loren, por quem se apaixonou perdidamente, porém ela já estava casada e recusava-se a deixar o marido por Cary. Foi talvez uma das poucas mulheres por quem ele se interessou. Dyan Cannon seria sua quarta esposa, com quem teve sua única filha, Jennifer. Mas Dyan, depois de anos de surras e constrangimentos, fugiu com a filha. Tornou-se recluso. Bárbara Haris foi sua ultima esposa. Cary morreu em novembro de 1986, aos 82 anos. Dizia que esperassem, porque após sua morte falariam muito sobre sua vida particular, e ele não teria como se defender. E foi o que aconteceu.

The Philadelphia Story, com Kate Hepburn

Um comentário:

Roderick Verden disse...

Essa foi novidade pra mim: Cary Grant batia em (algumas de) suas mulheres. Se o ator foi homossexual ou não, eu não sei. Se levarmos em conta o que diz os jornais e revistas, a resposta é sim. Contudo, apesar das bobagens que lemos na intenet, há também opiniões pertinentes: "suas duas viúvas diziam que o mesmo não levava jeito nenhum de gay. E se ele era gay, por que o ciúme doentio que sentia pela Virginia? Pelo que sei, os homossexuais são mais ciumentos que os hetero, então como Scott e Grant conseguiram lidar com isso, já que ambos foram casados com mulheres durante longos e longos anos? Dizem também que Cary Grant não se importava com os rumores sobre sua homossexualidade, falava que, devido a isso, muitas o procurava para comprovar tal fato.

"Diga às mulheres que é impotente, pois elas o procurarão para comprovar se é verdade..."(Cary Grant).

Related Posts with Thumbnails