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2.1.08

CHAPLIN: UM CLÁSSICO DA ERA CONTEMPORÂNEA




Todo aquele que um dia aventurou-se em escrever — romances ou contos —, sabe que, o mais difícil não vem a ser o enredo, técnicas, diálogos a serem utilizados, e sim, a criação do personagem (traços físicos, comportamentais).

De modo que, se criar um personagem vem a ser o desafio, quanto mais recriar Charles Chaplin, uma das figuras mais importantes do século passado — conforme a revista ISTO É 1000 Personalidades do Século XX (Edição Colecionador) —, amado e admirado por milhares; contar sua história desde a infância até o momento em que, o GÊNIO — sim, com letras maiúsculas, sem sombra de dúvida —, recebe um Oscar Especial.

Para lembrar: O Aviador (The Aviator, 2004), outro clássico do cinema contemporâneo, que possui diálogos fenomenais, e momento melhores ainda, não escapou da saraivada de críticas negativas — por parte de alguns, lá fora —, pois, ocultou a homossexualidade de Howard Hughes.

Desafio? Retiro o que disse. Isto é algo maior, bem maior.

Os roteiristas William Boyd, Bryan Forbes e William Goldman, mais o diretor Richard Attenborough, tinham noção disso, quando resolveram filmar Chaplin, 1992.

Durante muito tempo, esmiuçaram a biografia escrita por David Robinson. Logo mais, procuraram John Barry, no intuito de obter junto a este a trilha sonora (perfeita). Os figurinos estiveram a encargo de Ellen Mirojnick e John Mollo.

Com tudo isto nas mãos, faltava o ator principal. Robert John Downey Jr (que atualmente está em Zodíaco, 2007), encarnou o mestre. E por muitas vezes, faz-nos crer que, diante da grande tela, Carlitos vivo está novamente.

Do fundo do meu coração, a película está entre as melhores da cinebiografia. Nada escapa — da já comentada infância miserável, tendo uma mãe com distúrbios mentais —, aos escândalos amorosos, perseguições políticas, e claro, como muitos de seus clássicos vieram a surgir.

Cenas antológicas mostrando as situações que levaram Chaplin a criar, por exemplo, a dança dos pães de Em Busca do Ouro, são nos apresentadas com um realismo fenomenal!

E muito mais, os conflitos ideológicos com Mary Pickford, a amizade com Douglas Fairbanks — ou seja, seu relacionamento com a rainha e o rei de Hollywood —, sua relação com Edna Purviance — interpretada por Penelope Andrea Miller, outra aula de atuação —, e um presente para os fãs: Geraldine Chaplin, interpretando Hannah Chaplin, ou seja, sua avó no filme.

Robert sendo dirigido por Richard Attenborough

Números? Vamos lá.

Três indicações ao Oscar, nas categorias: Melhor Ator (Robert Downey Jr.), Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora.

Três indicações ao Globo de Ouro: Melhor Ator Drama (Robert Downey Jr.), Melhor Atriz Coadjuvante (Geraldine Chaplin) e Melhor Trilha Sonora.

Além de ganhar o BAFTA (The British Academy of Film and Television Arts) nas categorias: Melhor Ator (Robert Downey Jr.). Veio a ser indicado também em outras três, a saber: Melhor Desenho de Produção, Melhor Maquiagem e Melhor Figurino.

Sinceramente, me diga: depois de tudo isso, você ainda vai querer rever aquela reprise na Globo no fim de ano, ao invés de correr para a locadora?

Colaboração: Ricardo Steil — Itajaí/SC.


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