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2.1.08

Grace Kelly, a princesa melancólica, segundo uma exposição em Mônaco




Nem conto de fadas, nem vida de jet set e prazeres efêmeros: uma exposição no principado de Mônaco mostra a princesa Grace Kelly como uma mulher plena e radiante, mas habitada por uma secreta e constante melancolia.
"Tentei sair do conto de fadas para apresentá-la como uma autêntica grandeza", explica Frédéric Mitterrand, comissário da exposição aberta a partir desta quinta e até o dia 23 de setembro, no Foro Grimaldi.
Centenas de documentos, entre cartas, fotografias filmes, jóias e vestidos, estão expostos numa superfície de 4.000 m2, que percorre o itinerário de uma das maiores estrelas do século XX.
A história de Grace Kelly começa na Filadélfia, onde seu pai, um rico empresário, ensinou sua filosofia de vida: "Nada nos é dado de graça. Tudo deve ser conquistado com trabalho, tenacidade e disciplina", costumava repetir.
As más línguas, no entanto, gostavam de dizer que Grace nunca aplicou a lição do pai, uma vez que alcançou rapidamente o estrelato em Hollywood, onde teria mantido inúmeras aventuras. Apenas uma pode ser confirmada, a com o estilista americano Oleg Cassini, que desenhava as roupas de Jackie Kennedy. "Te amo e quero me casar contigo", escreveu a jovem atriz, segundo a mostra.
Mas seu destino mudou da noite para o dia quando, em 1955, conheceu o príncipe Rainier no Festival de Cannes, aonde chegou sem conhecer ninguém e sem falar uma única palavra em francês. Seu casamento, em 19 de abril de 1956, foi assistido apenas pelos grandes personagens de sangue azul. Em compensação, em seu funeral, em 1982, depois de um trágico acidente de carro, não cabia um alfinete.
Na exposição vários filmes acompanham a vida da estrela, inclusive os caseiros, em que Grace registrou suas férias familiares, junto aos três filhos, Albert, Caroline e Stefanie.
Na "Sala Alfred Hitchcock" se expõe a relação entre a atriz e o cineasta, que lhe reservou papéis de loura ladra ou assassina, apesar de amá-la profundamente. Para Mitterrand, "a princesa era melancólica, mas forte; depressiva, mas positiva e, principalmente, profundamente leal".
A mostra evita tocar em sua morte prematura. Apenas uma solitária foto mostra Grace Kelly em um veículo junto a Gary Grant durante as filmagens de "Ladrão de casaca", de Hitchcock (1955), no mesmo lugar em que, 27 anos depois, ocorreria o acidente que lhe custaria a vida, numa pequena estrada do Principado.
Depois de Mônaco, a exposição viajará a Paris, Londres e, finalmente, os Estados Unidos. Brasil nada.

Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2007/07/12/ult32u17359.jhtm




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