Seguidores

2.1.08

Morreu Deborah Kerr, protagonista do beijo mais erótico do cinema



Deborah

LONDRES (AFP) — Refinada e elegante, a atriz britânica Deborah Kerr, estrela de filmes como "A um passo da eternidade", em que protagonizou um dos beijos mais eróticos da história do cinema, morreu aos 86 anos, afirmou seu assessor nesta quinta-feira em Londres.

A estrela de "O Rei e eu", "Chá e Simpatia" e "A Noite do Iguana", que há anos sofria com o Mal de Parkinson, morreu na terça-feira no condado de Surrey, na Inglaterra, afirmou seu assessor.

Nascida na Escócia em 30 de setembro de 1921, Deborah Jane Kerr-Trimmer protagonizou cerca de 50 filmes em seus 40 anos de carreira.

Kerr deixa duas filhas, três netos e o marido, o escritor Peter Viertel - autor do roteiro do famoso filme "A Rainha da África", que foi levado às telas por John Huston.

A popular atriz, que alcançou a fama aos 20 anos de idade, com seu papel no filme "Major Barbara" (1941), viveu muitos anos com Viertel numa pequena casa na Espanha e ainda na Suíça, por fim, se mudou para a Grã-Bretanha devido a sua doença.

A atriz foi nomeada para o Oscar de melhor atriz em seis ocasiões, mas nunca chegou a ganhar a estatueta. A Academia de Cinema americana, no entanto, lhe concedeu em 1994 um Oscar honorário, saudando a "perfeição, a disciplina e a elegância" de seu trabalho nas telonas.

Com ou sem Oscar, Kerr ficará para sempre na memória dos cinéfilos graças a alguns papéis memoráveis, como no romântico filme "Tarde demais para esquecer", em que dividiu cartaz com Cary Grant.

O beijo entre ela e Burt Lancaster numa praia do Hawaí, em que ambos rolam abraçados e molhados em "A um passo da eternidade", de Fred Zinnemann (1953), provocou sonhos eróticos em gerações inteiras de adolescentes. Kerr interpretava a esposa adúltera de um capitão, que mantinha um relacionamento com um sargento.

A Academia de Cinema americana designou esta fita entre os cem filmes mais românticos da história do cinema, e a praia de Oahu, que foi batizada depois como Eternity Cove, em homenagem ao filme. O lugar se tornou um ponto de peregrinação, sendo visitado por turistas do mundo inteiro.

A atriz, que estudou balé no teatro Sadler's Wells de Londres e trabalhou em teatros do West End, começou sua carreira no cinema com "Narciso Negro", e durante os 45 anos que atuou, conseguiu escolher bem seus papéis, o que não é nada fácil em Hollywood.

Trabalhou em "As Minas do Rei Salomão" (1950), "Quo Vadis" (1951), "O Prisioneiro de Zenda" (1952), e em 1953 em "A um passo da eternidade".

Depois do popularíssimo "O Rei e eu", com Yul Brynner (1956), se seguiu "Bom-dia, tristeza" (1957) e muitos outros mais, entre eles "Mesmo assim eu te amo" (1959) e "Cassino Royale" (1967).

Sua vida nunca rendeu assuntos para as páginas das revistas femininas, nem dos tablóides que vivem de escândalos, o que também é uma proeza em Hollywood.

Fonte

Nenhum comentário:

Related Posts with Thumbnails