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7.3.08

Pola Negri


Pola Negri (Barbara Appolia Chlupec) nasceu na Polônia, em 31 de dezembro de 1894. Começou a fazer balé, mas uma forte tuberculosa forçou-a a parar. Trabalhou nos teatros, até que em 1914 estrou nas telas, em Slave of the Senses (Niewolnica zmysłów). Já tinha adotado o nome Pola Negri, inspirada na poeta Ada Negri. Após sucessos como “Carmen” (1918) e “Madame Dubary” (1919), The Wife (Żona), The Beast (Besta), Students (Studenci), Street Ruffian's Lover (Kochanka apasza) e Mysteries of Warsaw Pola foi convidada por Ernest Lubitsch (diretor) para ir a Hollywood, em 1921. Lá foi contratada pela Paramount, e dirigida por George Fitzmaurice, tornando-se uma das maiores “vamps” e atriz dramática do cinema mudo. Em 1922 mudou-se definitivamente para os Estados Unidos.
Um capítulo interessante foi sua vida pessoal. Pola Negri era conhecida como a rainha dos filmes dramáticos. Imaginem o que foi o relacionamento dela com o Rei da Comédia. Os dois se conheceram em um engarrafamento de limusines, quando o veículo de Pola bateu no de Chaplin. Foi quando ele desceu do carro e se apaixonou por uma mulher "cheia de jóias e muito nua", conforme descrição do próprio. O romance iniciou logo depois disso.
O que a fascinou nele foi a sua capacidade de ouvi-la, bem mais do que o amor. Ele a escutava pacientemente, não a julgando pelo seu passado ou lhe criticando. Ela também aceitava as mudanças de humor dele, quando do nada, se trancava em seu mundo, deixando de falar com quem quer que fosse.
Contudo, o que ficou mais marcado nesse relacionamento foram os temperamentos de ambos, bastante conhecidos. Os escandalos, de ambas as partes, e por ciúmes, política, o que quer que fosse, eram constantes. Com o tempo, ele tentou administrar a carreira dela, o que foi a gota d'água para Pola.
O romance, descrito por muitos como exótico, depois de muitas idas e vindas, acabou, com direito a declaração a jornais. Em uma entrevista, quando perguntaram a ele se estava nos seus planos o casamento com Pola, ele respondeu dizendo que era pobre demais para isso. Quanto a Pola, dizem que o maior amor de sua vida foi mesmo outro ator, Rodolfo Valentino. Após a morte deste, ela anunciou que os dois pretendiam casar-se.
Após o advento do cinema falado, Pola foi obrigada a abandonar as telas, pois quase ninguem entendia seu sotaque. Depois de dois filmes falados, teve seu contrato suspenso. Na década de 50 foi cogitada para fazer o papel de Norma Desmond em Sunset Boulevard (Mary Pickford e Mae West também), porém Billy Wilder deu o papel a Gloria Swanson. Em 1951 foi naturalizada cidadã americana, aparecendo esporadicamente em alguns filmes. Pola morreu em 1987, aos 92 anos, de pneumonia.

Um comentário:

Heri, hodie, cras, cotidie... disse...

Gostei muito de saber sobre a POLA. Nem sabia que ela havia participado dessas produções e morreu tão idosa. Um abraço.

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