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29.4.08

Astros Mirins - parte 2

Publicado em 23.04.2008, às 09h51


Patty Duke iniciou a carreira em comerciais e fazendo participações em programas de Tv. Seguiu para o teatro, onde ficou em cartaz na Broadway por quase dois anos com "The miracle worker" (O milagre de Ann Sullivan). Posteriormente a peça teve os créditos comprados para o cinema, e transformou Patty em atração, com uma atuação única e marcante de Hellen, uma garota cega e surda, que a grosso modo é educada para sobreviver por Ann Sullivan. O papel acabou lhe rendendo um Oscar de Melhor atriz coadjuvante. Após alguns filmes, a atriz ganhou um programa de tv com seu próprio nome, "The Patty Duke show", que durou três temporadas, sendo indicada ao Emmy. Filha de pai alcoólatra e mãe maníaco depressiva, após a separação deles, Anna Marie (seu nome verdadeiro) foi "preparada" para ser uma atriz pelos seus tutores, John e Ethel Ross, que lhe submetiam a treinos extenuantes e não a deixavam descansar, fazendo-a sentir-se uma prisioneira em sua própria casa, enquanto na frente das câmeras posavam de família perfeita. Segundo Patty, durante o período em que esteve sob tutela dos Ross, sofreu os mais diversos tipos de abuso, do sexual ao psicológico. Finalmente, aos 18 anos, livrou-se deles e pôde seguir sua vida. Participações em filmes e programas de tv fazem parte de sua rotina.

Outra jovem atriz teve problemas emocionais. Tatum O’neal estreou ao lado do seu pai Ryan O’Neal, no filme "Paper Moon" (Lua de papel), e neste mesmo ano arrebatou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, deixando para trás atrizes como Linda Blair e Candy Clark. Tinha só 10 anos e foi a mais jovem atriz a receber um Oscar na categoria. Seguiram-se The bad news Bears (Garotos em ponto de bala) e Little Darlings, dentre outros sucessos. "Certain Fury" (Choque mortal) foi seu último filme de destaque. Problemas com drogas, perda de guarda dos seus 3 filhos, abuso sexual na infância pelo próprio pai, traumas, tudo isso foi colocado na auto biografia de Tatum, "Uma vida de papel"; trazendo-a de novo aos holofotes, com a chocante história por trás da menina de ouro de Hollywood.

Alicia Christian Foster, mais conhecida por Jodie Foster, também começou sua carreira em comerciais, aos 2 anos de idade. Seguiu fazendo pequenos papéis, mas o boom de sua carreira aconteceu já na sua adolescência, quando fez a controversa prostituta em Táxi Driver, de Martin Scorcese. Sua atuação foi tão marcante que "inspirou" um psicopata a tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, deixando a atriz bastante abalada ao saber que ele o fizera para chamar a sua atenção. Jodie continua na ativa, tendo passado a infância, adolescência e hoje firmando-se como uma das melhores atrizes de sua geração, como produtora, diretora, atriz e ganhadora de 02 Oscars.

De outro lado a tradição: a família Barrymore vem há mais de um século trabalhando no meio artístico: neta de John Barrymore e sobrinha-neta de Ethel e Lionel, Drew Barrymore parece ter sido destinada às artes. Aos 9 meses aparecia em comerciais, e aos 2 tinha sua estréia no filme "Suddenly love". 1982 trouxe o fenômeno "ET" (O estraterrestre), e todos se apaixonaram pela garotinha de 7 anos. Ela já tinha feito testes para ser a Carol Ann em "Poltergeist". Drew entregou-se às drogas e bebidas logo cedo, perdendo papéis e ganhando fama de garota problemática: tinha tudo para ser uma estrela decadente, aparecendo somente em péssimos filmes. Adolescente, lançou um livro auto biográfico, "Little girl lost", onde falava dos problemas que tinha enfrentado até então. Na década de 90, a atriz começou a dar a volta por cima e seguir sua vida e carreira, recuperando-se dos vícios que iniciou aos 8 anos. Drew hoje é atriz e produtora, sendo considerada uma das queridinhas dos Estados Unidos.

Outros nomes recentes, como Haley Joel Osment (Forrest Gump e The Sixt Sense – O sexto sentido), Emma Watson, Daniel Radcliffe e Rupert Grint (da série de filmes Harry Potter) e Dakota Fanning (Dreammer – Sonhadora) são os novos astros que surgem a cada dia. Uns terão vida curta na mídia, outros sobreviverão. Nem todos deixarão marcas. Eles não estão aí para dar exemplos, estão para viver. Mas a vida não é fácil. Para nenhum de nós. Tantos seriam os citados aqui, como bons ou maus exemplos. Mas equivocados estaríamos mais uma vez, pois não se trata de quem seja ou não bom, mas quem teve ou não divulgada a sua real condição humana. Aguardemos o futuro, para visualizar estes que aqui estão. Dizíamos no início que não é nada fácil crescer em meio aos holofotes. Menos fácil ainda é sobreviver a eles e contar sua própria história.

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