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7.8.08

Carmen Maura













Nem preciso dizer que eu tomei um susto quando vi Carmen Maura no filme Volver, de Almodóvar, acostumada que estava em vê-la em filmes anteriores dele. De repente estava de frente com uma velhinha (bem velhinha), com seus cabelos brancos, roupas e trejeitos. Diferente da Carmen de outros tempos. Eu e meu saudosismo... Enfim, o tempo passando de novo. Nunca me ligo nisso, mas fui verificar sua idade e... realmente, ela está com 63 anos! Nada mais natural. Para mim uma das melhores atrizes da atualidade (veja bem, atualidade para mim figura-se entre os anos 70 até nossos dias) e uma das poucas que me leva a ver um filme não pela história, mas por quem o interpreta. Infelizmente aqui no Brasil chega pouco material sobre ela, então fica difícil acompanhar. Sabia pouco de sua vida, então resolvi dar uma pesquisada e encontrei dados interessantes sobre sua vida e carreira:

Carmen García Maura nasceu em Madrid, em 15 de setembro de 1945, numa família aristocrática (advogados e políticos, incluindo o primeiro ministro da Espanha, Antonio Maria), e também artistas que freqüentavam a sua casa desde sempre. Com uma família tão culta, ela acabou estudando filosofia e literatura na Escola de Belas Artes de Paris. Casou-se com um advogado em 1964 (até 1970), teve dois filhos (Carmen e Pablo). Com as artes nas veias, começou a interpretar pequenas peças, no teatro universitário. Algum tempo depois que entrou para a companhia de teatro “Los goliardos” começou a ganhar nome. Foi nesse período que conheceu o também jovem Pedro Almodóvar, ainda nos seus primeiros experimentos com sua Super 8 (filmadora que comprou com seu trabalho como telefonista). Começaram a fazer alguns curtas, e Carmen conseguiu financiamento para aquele que seria o primeiro filme Almodoveriano: “Pepi, Luci, Born y otras chicas del montón”, de 1980. A parceria seguiria com “Entre tinieblas”, “Mulheres à beira de um ataque de nervos” (indicada ao Oscar), “A lei do desejo”, “Matador” e “Volver”. Com Almodóvar Carmen pôde ser freira, amante de homem casado, transexual e uma morta viva.
Longe de Almodóvar, Carmen seguiu sua carreira nas década de 80 e 90, com “Baton rouge” (de rafael Monleón), Tata Mia (de Jo´se Luis Borau), “Sé infiel y no mires com quién”, (de Fernando Trueba), “Ay Carmela!” (de Carlos Saura) dentre outros. A atriz também fez alguns filmes em terras francesas, trabalhando ao lado de Gerard Depardieu em “Silencio pactado”. Em 2006 houve um retorno às suas raízes, ao lado de Almodóvar, e dessa vez com Penélope Cruz, em Volver. Este ano a atriz recebeu o Prêmio de Excelência no Festival de cinema de Locarno, na Suíça, um prêmio dado em comemoração aos 35 anos de carreira.
Carmen acumula prêmios, como o Goya de melhor atriz principal (04 prêmios), o Félix de melhor atriz européia, Festivais de cinema de Veneza, Berlim, Roma e Málaga e Cannes. Muitos. Atualmente ela encontra-se rodando “Tetro”, de Francis Ford Coppola, com estréia prevista para 2009. Mais filmes da eterna almodoveriana.

P.S. Coloquei uma foto dela de como ainda a vejo.

Por Carla Marinho

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