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7.9.08

Alguns fatos sobre Mary Pickford


A mãe de Mary Pickford enviuvara cedo. Ainda menina, ela achou-se na obrigação de cuidar da mãe, tomando o lugar do seu pai. Tornou-se uma mulher de personalidade forte, defendendo com unhas e dentes e extrema paixão, a sua família. Tivera mais dois irmãos, que também se tornariam atores: Jack e Lottie. Segundo Jack, isso teria feito com que ela crescesse cedo demais.

Mary casara-se cedo: primeiro com Owen Moore, depois com Douglas Fairbanks (o amor de sua vida). Em junho de 1937 Mary casou-se com seu último marido, o ator Charles “Buddy” Rogers. Juntos, adotaram duas crianças: Roxanne (nascida em 1944 e adotada em 1944) e Ronald Charles (nascido em 1937 e adotado em 1943). Contudo, a relação de Pickford com seus filhos foi tensa, pois ela se tornou crítica com relação ao que ela considerava imperfeições dos filhos: a baixa estatura de Ronnie e os dentes levemente tortos de Roxanne. Os filhos teriam dito mais tarde que ela não foi capaz de lhes dar o amor materno de que precisavam. Ronnie disse, em 2003, sobre sua mãe: “A coisa da adoção não funcionou muito bem, você sabe, mas eu penso que ela tenha sido uma boa mulher.”

Problemas, problemas, problemas. Apesar de ganhar muito dinheiro com o cinema mudo, sua carreira estava em declínio, com o advento do cinema falado. Os projetos que ela e Rogers tinham foram pro limbo, e ela voltou-se para seus problemas internos. Mary tornou-se depressiva. Veio a adoção, para tentar amenizar perdas que acabaram com seus nervos: sua mãe Charlotte morreu de câncer de mama em 1928, seu irmão Jack em 1933, sua irmã Lottie de ataque cardíaco em 1936, Owen Moore (seu primeiro marido) e sem falar na morte do seu ex-marido Douglas Fairbanks, todos no no mesmo ano de 1936. Apesar de seguir sua vida, após o divórcio, Fairbanks sempre seria o amor da vida dela, e dizem, que quando ela soube de sua morte, caiu em prantos, na frente de Rogers, dizendo “meu amor morreu”. Seguiu-se um vício em alcool, para atenuar as dores, como se isso fosse possível e a tentativa de refazer sua vida, adotando filhos. Sua vida resumiu-se a uma avalanche de lembranças dos que se foram.

Apesar de tudo, Mary sobreviveu até os 87 anos, quase quatro décadas ao lado de Charles Rogers, que apesar de não ser o amor de sua vida, foi aquele com quem esteve com ela até a hora de sua morte.


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