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29.9.08

Astros recebiam milhões para fumar nos filmes


Os estúdios Paramount e Warner Brothers eram os que tinham mais acordos promocionais com indústrias do fumo. Clark Gable, Spencer Tracey, Joan Crawford, John Wayne e Bette Davis foram algumas das míticas personalidades do cinema usadas pela indústria do tabaco


As grandes empresas de cigarro norte-americanas pagavam quantias milionárias aos astros e estrelas de Hollywood da primeira metade do século passado para que aparecessem fumando nos filmes, de acordo com pesquisadores que tiveram acesso a alguns desses contratos. Clark Gable, Spencer Tracey, Joan Crawford, John Wayne e Bette Davis foram algumas das míticas personalidades do cinema usadas pela indústria do tabaco, mediante o pagamento de milhões de dólares, para dar uma imagem de glamour ao cigarro. Uma equipe dirigida pelo professor Stanton Glanzt, do Centro de Pesquisa e de Educação sobre o Controle do Tabagismo da Universidade da Califórnia (EUA), teve acesso aos contratos assinados entre os fabricantes de cigarros e os astros de Hollywood desde o início do cinema falado, em 1927, até a chegada da televisão, nos anos 1950. O grupo comprovou que os estúdios Paramount e Warner Brothers eram os que tinham mais acordos promocionais com essas manufaturas, especialmente as marcas Lucky Strike, da American Tobacco, e Chesterfield, da Ligget & Myers.


Somente a American Tobacco pagou, no final de 1930, o equivalente hoje a US$ 3,2 milhões aos astros do cinema para relacioná-los aos cigarros Lucky Strike. Foi assim que ajudaram a promover a imagem das marcas Lucky Strike, Old Gold, Chesterfield ou Camel, entre outras. Os pesquisadores destacam a sinergia entre ambas as indústrias, já que os industriais de tabaco ganharam uma melhor aceitação social do cigarro e os estúdios de cinema se aproveitam das estratégias comerciais desse setor. A presença de fumantes na telona é denunciada, com freqüência, como incentivo ao tabagismo de jovens e adolescentes. Já os que se opõem a uma regulamentação sobre artistas que fumam nos filmes defendem que a representação do cigarro faz parte do patrimônio artístico do cinema americano e citam clássicos como Casablanca, de 1943. O estudo, financiado pelo Instituto Nacional do Câncer Grant, apareceu quinta-feira última na revista especializada britânica Tobacco Control. (das agências de notícias)


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