Seguidores

29.9.08

Hollywood se despede de Paul Newman

O ator é homenageado por fãs e familiares nos Estados Unidos. Newman morreu aos 83 anos, vítima de um câncer no pulmão. Uma coroa de flores foi colocada ao lado da estrela de Paul Newman na calçada da fama, em Hollywood. Já as filhas do ator divulgaram uma carta relembrando papéis inesquecíveis do astro, mas que nunca foram campeões de bilheteria. Para elas ele representava o marido dedicado, pai carinhoso, avô adorável e filantropo dedicado. O ator americano recebeu homenagens também na internet.
Um dos vídeos mais vistos no youtube neste fim-de-semana traz Paul Newman ao lado de outro astro, James Dean, em um teste de vídeo para o filme "Vidas Amargas", de 1955. A dupla na faixa dos 20 anos aparece em cenas descontraídas, rindo muito e fazendo brincadeiras durante o teste. O papel ficou com James Dean, que morreu meses depois do filme ser lançado, e ganhou uma indicação póstuma ao Oscar de melhor ator.
Fonte

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Um Rebelde Indomável


Saymon Nascimento, do A TARDE On Line

Paul Newman tinha só um ano a menos que Marlon Brando, mas essa pequena diferença foi suficiente para que os atores se tornassem símbolos de eras distintas do cinema americano. Brando, morto em 2004, ainda viveu a glória do sistema de estúdios dos anos 50 – era o “último titã”. Newman, que perdeu sua última batalha para o câncer de pulmão na sexta-feira, tornou-se o rosto de uma Hollywood adulta e amarga que surgiu nos anos 60, em filmes em que a ousadia passou a ser explícita, e não manifesta nas entrelinhas, como na década anterior.
Ao contrário de outros grandes astros de Hollywood, seus papéis característicos não eram o de herói ou o de "homem comum". Newman normalmente preferia personagens com a desagradável mácula do fracasso – tipo que o atraía desde a época em que trabalhava no teatro. No palco, sua principal atuação foi na produção original de Picnic, de William Inge, em que interpretava um forasteiro de triste passado e nenhum futuro.

No cinema, viveu seu primeiro grande papel como o boxeador Rocky Graziano em Marcado Pela Sarjeta. Newman perdeu o papel principal da versão de Picnic para o cinema, mas pôde eternizar outro grande personagem do teatro, o atormentado jogador de futebol americano Brick Pollitt, em Gata em Teto de Zinco Quente, peça escrita por Tennessee Williams. A versão para a telona, de Richard Brooks, não faz jus ao texto original, mas, ao lado de Elizabeth Taylor, Newman exibe sua principal qualidade: a recusa a qualquer possibilidade de exibicionismo.

Apesar de ter vindo do famoso Actor’s Studio, de Lee Strasberg, escola de teatro que revelou Brando e usava o Método Stanislavski de atuação, intenso e excessivo, Newman pouco apelava para o grito e o descabelamento. Se Brando impressionava por sua gigante presença cênica, os abismos emocionais sempre se evidenciam no rosto de Newman de modo discreto e econômico.
Apogeu – Dois longas do início dos anos 60 disputam o posto de melhor atuação de Newman. Em Desafio à Corrupção, de Robert Rossen, ele interpretou o jogador de sinuca Fast Eddie Felson, cuja obsessão de vencer o campeão Minnesota Fats só aumenta após uma derrota humilhante no primeiro desafio. Em O Indomado, de Martin Ritt, Newman deu vida ao problemático cowboy Hud, personagem-título do romance de Larry McMurtry. Arrogante, prepotente e instável, Hud representa a desglamourização total da rebeldia cinematográfica.
O triste Oeste em que vive o personagem é apenas resto de um período em que não há mais territórios a conquistar: os cowboys, guerreiros por natureza e necessidade, são atirados na obsolescência.

Depois dessa grande fase, que também inclui Rebeldia Indomável – com a famosa cena em que Newman come 50 ovos cozidos – e o faroeste Hombre, uma dupla parceria com Robert Redford e com o diretor George Roy Hill garantiu ao ator ainda mais popularidade. Butch Cassidy e Golpe de Mestre fizeram muito sucesso com uma mistura bem azeitada de entretenimento leve e charme antiquado.

Oscar – Em 1986, já envergonhada por não ter premiado um de seus melhores intérpretes, a Academia de Hollywood concedeu a Paul Newman um Oscar especial. O ator aceitou o prêmio, com a ressalva de que “ainda estava trabalhando”. No ano seguinte, Newman reprisou o papel de Fast Eddie em A Cor do Dinheiro, de Martin Scorsese, e levou o prêmio de Melhor Ator, numa escolha sentimental.

A partir da década de 80, sua carreira já não era mais tão ativa, e tinha apenas bons papéis isolados: em O Veredito, de Sidney Lumet, Na Roda da Fortuna, dos Irmãos Coen, e O Indomável, de Robert Benton. Sua última aparição no cinema foi em Estrada para Perdição, de Sam Mendes, que lhe garantiu a décima e derradeira indicação ao Oscar.
Newman era casado desde 1958 com a atriz Joanne Woodward, com quem teve três de seus seis filhos – os outros foram de um casamento anterior.
Fonte:

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Paul Newman, uma homenagem

Por Soares Junior

Aos 71 anos minha mãe me disse que toda vez que olhava no espelho via uma menina de 17 anos. Ela nunca teve conhecimento de O retrato de Dorian Gray, mas o efeito do espelho era o mesmo da fotografia. Vou guardar para sempre a imagem de Paul Newman de "Butch Cassidy and Sundance Kid". Lembrar de Paul Newman é lembrar dele andando de bicicleta ao som "Rain drops falling on my head".Newman foi sinônimo de dignidade ao longo dos 83 anos. Discreto, foi casado com Joan Woodward por quase meio século, coisa rara no mundo das celebridades instantâneas.

Criou um milionário negócio de sopas e verteu todo o lucro para caridade. Além disso, soube o momento de se despedir.Há algumas semanas, ele resolveu sair do hospital e voltar para casa e morrer entre os seus. Atitudes como a de Newman em relação à morte são daquelas que dão injeção de ânimo na alma.A morte é inevitável, mas o velho Butch parace ter dito: "mas vai me levar quando eu quiser".

Talvez a saída do hospital guarde semelhança com o fim de Butch Cassidy quando os dois anti-heróis lançam-se no matar e morrer contra os inimigos.A morte saiu ferida ao matar Paul Newman. Ele foi como quis e onde quis. Depois de Clark Kent, um dos primeiros caras que eu quis ser foi o Paul Newman. Ele estava o máximo em Golpe de Mestre, novamente em parceria com Robert Redford. O Oscar só veio em 1986 com "A cor do dinheiro", para a um Newman sexagenário. Depois de apresentado a este Paul Newman maduro, conheci o trabalho em "Cortina Rasgada" e "Gata em teto de zinco quente".

Não sou especialista em cinema mas gostaria de dizer que na época em que meu avô era preto-e-branco (roubei a expressão de meu filho) Newman, Montgmomery Clift, Audrey Hepburn e Rita Hayworth eram os mais belos, todos muito talentosos. Newman era o único que ainda estava por aqui.

Paul Newman, obrigado por me fazer gostar de cinema.
Fonte:

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++


Com morte de Paul Newman, Hollywood perde mais uma de suas grandes estrelas

EFE
Redação Internacional, 27 set (EFE).- A morte de Paul Newman deixa Hollywood sem uma de suas estrelas mais brilhantes e reduz o número de lendas clássicas vivas a poucos grandes nomes que marcaram uma época e que hoje vivem afastados do esplendor do cinema, como Kirk Douglas, Olivia de Havilland e Joan Fontaine.
Embora Newman, que morreu aos 83 anos, não pertencesse à geração mais clássica de Hollywood, sempre fez parte do seleto grupo dos grandes do cinema, do que cada vez restam menos membros.

Kirk Douglas, de 91 anos, é talvez o máximo representante dessa gloriosa geração de estrelas de Hollywood. Retirado quase totalmente da vida pública, é possível vê-lo apenas em companhia de seus filhos, especialmente do também ator Michael, embora em poucas ocasiões.
Douglas é um desses atores que construiu uma sólida carreira com papéis arriscados como o de "Glória Feita de Sangue" (1957), e aqueles que ficaram na memória do espectador como o de "Spartacus" (1960) ou de Van Gogh, em "Sede de Viver" (1956).

Apesar de sua idade e de seu frágil estado de saúde, Douglas fez sua última interpretação há apenas quatro anos, em "Illusion", no que parece o fechamento de uma carreira que lhe rendeu três indicações ao Oscar, embora só tenha conquistado um, honorífico, pelo conjunto de seu trabalho, em 1995.

Outras vencedoras foram as irmãs Olivia de Havilland (92 anos) e Joan Fontaine (90), que protagonizaram uma forte rivalidade pessoal, principalmente quando competiram pelo Oscar de melhor atriz, que acabou sendo conquistado pela segunda por "Suspeita".
Trata-se do único Oscar conquistado por Fontaine em duas indicações que recebeu, sempre recordada por seu papel em "Rebecca, a Mulher Inequecível" (1940), enquanto a irmã conquistou duas estatuetas, mas fica na memória do cinema como a Melanie de "E o Vento Levou" (1939).

Frente a estes três grandes, está a atividade que ainda mantém Mickey Rooney que, com seus 88 anos, foi um dos produtos mais rentáveis dos estúdios de Hollywood e que protagonizou várias de comédias formando casal com Judy Garland.
Outra estrela é Shirley Temple, de 80 anos, sucesso dos cinemas nos anos 30 quando ainda era uma garota, mas que continua sendo lembrada pelos admiradores da sétima arte por filmes como "A Mascote do Regimento" (1935).
Outra que ingressou na galeria das estrelas por méritos próprios, apesar de ser de uma geração posterior, foi Elizabeth Taylor que, com seus 76 anos, continua sendo uma das grandes divas do cinema, embora agora dedicada mais às obras de caridade e a arrecadar fundos para a luta contra a Aids.
Companheira de Newman no inesquecível "Gata em Teto de Zinco Quente", onde rivalizaram em interpretação e também em beleza, Taylor conseguiu o reconhecimento com dois Oscar por "Disque Butterfield 8" (1960) e "Quem tem medo de Virgínia Woolf?" (1966), com os quais passou a ser considerada uma estrela de Hollywood. EFE
Fonte:

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++


Fecharam-se os olhos azuis
Paul Newman, estrela grande do cinema americano, morreu ontem, em casa, aos 83 anos



No mês passado, Paul Newman saiu do hospital porque queria morrer entre os seus. Faleceu este sábado, em casa. Tinha 83 anos e um historial repartido por teatro e automobilismo. Mas foi o cinema que o tornou eterno.
A ctor, realizador, guionista, produtor, aquele que tinha "os olhos mais azuis da história do cinema norte-americano" faleceu vítima de cancro no pulmão. Toda a vida tinha sido um um grande fumador.
O anúncio foi feito pelo seu amigo Vincenzo Manes, que é presidente da fundação italiana Dynamo Campo Limestre, criada por Newman. Nos últimos 20 anos, o pupular actor foi um empenhado filantropo, doando verbas consideráveis para projectos de ajuda humanitária.
Paul Leonard Newman nasceu no subúrbio de Cleveland, em Shaker Heights, Ohio, no dia 26 de Janeiro de 1925.
Na sua biografia, consta que, quando criança, não teve inspirações artísticas. O seu contacto com esse mundo deu-se apenas quando frequentou a Universidade de Yale. Esta paixão pela arte de representar foi tão forte que, após sair da faculdade, decidiu inscrever-se num curso de teatro no conceituado Actor's Studio.
A estreia na carreira cinematográfica deu-se em 1954, com o filme "The Silver Chalice".
O sucesso chegou rápido e, quatro anos volvidos, a sua ardente interpretação em "Gata em telhado de zinco quente", filme em que contracenava com Elizabeth Taylor, valeu-lhe, em 1958, a primeira nomeação para os Oscars da Academia. Não ganhou e foi preterido por mais algumas vezes. O tão ambicionado galardão só lhe chegou alguns anos mais tarde, em 1986, pela interpretação em "A cor do dinheiro", de Martin Scorcese.
Apesar das sucessivas decepções (foi preterido no prémio BAFTA por quatro vezes e nove nas nomeações para os Globos de Ouro), acabou por ser prestigiado com um BAFTA pela personagem Eddie Felson, de "The Hustler", além de um Emmy Award e um Globo de Ouro por Max Roby, de "Empire Falls" A Academia também acabou por reconhecer o seu trablho atribuindo-lhe, em 1985, o título honorífico pelo conjunto da sua obra, de mais de meia centena de filmes.
Quando saía da frente das câmaras, Paul Newman, que era um confesso apaixonado por automóveis e velocidade, dedicava muito do seu tempo a este gosto. Correu, em 1979, as 24 Horas de Le Mans e, na altura, classificou-se em segundo lugar.
O último trabalho em que participou como actor foi em "Estrada para perdição" (2002), de Sam Mendes.
Além de actor, foi também realizador e produtor em nove filmes e até fez dobragem, dando, em 2006, voz a Doc Hudson, na longa-metragem "Carros", da Disney.
Em Maio de 2007 , com 82 anos, aquele que se tornou numa lenda viva do cinema norte-americano decidiu por um ponto final na carreira de actor. Em conferência de imprensa, justificava assim a decisão: "Começa-se a perder a memória, a autoconfiança, a capacidade inventiva. Portanto, acho melhor fchar aqui as páginas do livro".
Paul Newman , apesar de ter sido um dos grandes galãs da história do cinema, foi casado por duas vezes: com Jackie Witte, relacionamento que durou oito anos, e com a actriz Joanne Woodward.
Teve seis filhos: Scott, Susan e Stephanie, do primeiro casamento, e Elinor, Melissa e Claire, do segundo enlace.
Scott Newman, o primogénito, morreu em 1978, de overdose.
Fonte:

Nenhum comentário:

Related Posts with Thumbnails