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25.12.08

Charles Chaplin




Pois é, meu velhinho. Hoje faz 31 anos que você partiu. Parece piada alguém querer partir justo num dia em que a família se reúne para comemorar o nascimento de Cristo. Mas você já tinha cumprido sua missão, e suas pernas não mais sustentavam o corpo que tanto tinha se esforçado para viver. Não que tenha sido um homem perfeito, como têm sido os prepotentes, ou um exemplo para a humanidade, como têm sido os religiosos em geral, ou o maior cineasta, como são aqueles que não chegam à grande massa. Não. Nada disso. Você foi um homem, de carne, osso, criatividade e suor. Mágica não existe, mas a ilusão sim. O que você fez não foi mágica, foi apenas nos dar momentos de imensa ilusão, para que esquecessemos os momentos talvez tristes, talvez inúteis de nossa vida.

Pois é, velhinho. Sinto uma enorme pena de não ter tido a oportunidade de encontra-lo aqui. De poder abraça-lo, dizer que cresci vendo-lhe, dançando e aprendendo a sorrir quando estava triste, simplesmente por assisti-lo.

Aqui sentada, neste 25 de dezembro, eu poderia estar comemorando o natal ou lendo mensagens edificadoras que sempre nos mandam nessas datas. Mas não. Estou lembrando do velhinho que me acompanhou desde sempre, desde a época em que eu nem sabia que morte existia ou tinha alguma religião qualquer. Esse vagabundo que não era um vagabundo, que soube vencer alguns percalços, errou e deve ter sido alegre e triste, como eu.

Lembrando do meu doce Charlie, meu vagabundo e companheiro. Meu velhinho, meu velhinho.

Um comentário:

Anônimo disse...

Bela homenagem. Foi e ainda é o maior nome do cinema, imperfeito como um homem mas o máximo do seu meio. Grande como diretor, compositor e, nem precisa dizer, um ator extraordinário.
Perfeição não existe, mas no cinema Chaplin é o mais próximo disso.

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