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8.2.09

Todas as notícias da semana sobre o Centenário de Carmen Miranda

Sexta-feira, 06 de fevereiro de 2009

Yes! Nós temos bananas


Segure os balagandãs na cabeça, pelo menos até segunda-feira. É que os cem anos de nascimento de Carmen Miranda, que serão completados nesta segunda-feira, serão a porta de entrada para uma semana de homenagens à cantora e showgirl mais iconoclástica da história brasileira.

A TV Cultura exibe a partir de segunda-feira uma semana de homenagens à artista. Serão programetes com curiosidades e imagens, além da reexibição, segunda-feira, de uma entrevista com Ruy Castro, autor de "Carmen: uma Biografia", no programa "Roda Viva", às 22h10.

O Projeto Efemérides, que estréia segunda-feira com a obra de Carmen, será uma série de programetes mostrando sua ligação com o samba e a construção da imagem do carnaval brasileiro no Estados Unidos. Com criação de Piche Martirani e argumento de Alexandre Kieling, a atração exibirá histórias que marcaram sua carreira como, por exemplo, a criação do estilo Miranda Look, imortalizado na figura característica da baiana do carnaval brasileiro.

Apresenta ainda a devoção da cantora pelo samba e sucessos que integraram seu repertório. Os programetes serão exibidos nos intervalos da TV Cultura. Na entrevista, Ruy Castro defende a autonomia artística da Pequena Notável e que ela não era um produto do Estado Novo, além de falar da vida pessoa da cantora, seus sonhos e medos de artista.

Para encerrar o "Dia Carmen" no canal, o programa "Metropólis" preparou uma edição especial que irá ao ar às 21h40, falando sobre a trajetória da artista.

No Canal Brasil, será exibido no dia 10 o curta-metragem de Jorge Ileli, "Carmen Miranda", produzido em 1969. A seguir, "Carmen Miranda - Banana Is My Business", longa de Helena Solberg, produzido em 1994.

Fonte da notícia

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Yes, nós temos pin up!

Sex, 06 Fev, 02h07

Brisa Issa/Especial para BR Press

(BR Press) - "The Brazilian Bombshell", Maria do Carmo Miranda da Cunha, Pequena Notável ou simplesmente Carmen Miranda (1909-1955). Ela, cujo 100º aniversário será comemorado nesta segunda-feira (09/02), ainda é a cara do Brasil lá fora, com seus badulaques e turbante de frutas - visual que a consagrou com a primeira e eterna pin up tropical. Foi Carmen quem lançou as saias e calças com a barriga de fora e há quem diga que as plataformas também foram uma invenção sua, uma vez que era muito baixinha.

Nascida em Portugal, mas de alma brasileiríssima, Carmen - apelido que ganhou por seu pai, o barbeiro José Maria Pinto Cunha, gostar de ópera - veio ainda pequena para o Brasil com sua família. Na adolescência, trabalhou em uma loja de chapéus do Rio de Janeiro, onde não durou muito tempo, pois cantava mais do que trabalhava. Em 1930, Pra Você Gostar de Mim já era o hit do momento e Carmen, "maior cantora brasileira", de acordo com o jornal O País.

Porém, sua carreira não ficaria só no âmbito musical. Em 1936, sai o primeiro filme estrelado pela Pequena Notável - apelido que ganhou do radialista César Ladeira -, Alô, Alô carnaval, que tem a conhecida cena dela cantando Cantoras do Rádio com sua irmã, Aurora, imortalizada até hoje. Este foi apenas o primeiro rebolado para começar sua trajetória em Hollywood e conquistar o coração dos americanos.

Americanizada

A partir de 1940, os EUA pertenciam a Carmen. Com seu carisma, sorriso e gingado arrebatador, ela recebia convites que iam do presidente Franklin R. Roosvelt até Walt Disney - que a incluiu num desenho ao lado do Zé Carioca e do Pato Donald -, tornando-se a artista mais bem paga da América. No período de 1942 a 1953, ela atuou em mais de treze filmes em Hollywood e ganhou seu espaço na calçada da fama. No Brasil, reclamava das constantes esnobadas por figurões do showbis tupiniquim.

A "Brazilian Bombshell" saiu de cena em 5 de agosto de 1955, quando, em seu quarto de hotel em Beverly Hills, uma parada cardíaca tirou sua vida - mas não seu glamour. O corpo embalsamado de Carmen foi ovacionado por quase 60 mil pessoas no Rio de Janeiro e teve seu velório realizado na Câmara Municipal, da então capital federal.

Fashion

Não é de hoje que se sabe que o look de Carmen - turbante de frutas, saias com babado, tops e muitos acessórios - é o favorito do público gay em especial. Mas o que quase ninguém sabe é que a pop star Madonna disse que se inspirou nas roupas de Carmen para compor vários de seus figurinos de suas turnês. O set I´m Going Bananas/La Isla Bonita, nomeado como a parte latina do show Sticky & Sweet, é inspirado em Carmen Miranda, inclusive no lenço que usa na cabeça.

Era Carmen quem fazia suas próprias roupas. Os turbantes são sua marca registrada - tanto que se você ver uma foto dela sem o acessório quase não dá para reconhecê-la. Seus lábios marcados de carmim, sobrancelhas traçadas e sorriso sempre no rosto a definiam como uma pioneira pin up nacional.

Carmen é tão fashion que foi a musa da edição deste ano da São Paulo Fashion Week, que contou com a exposição Carmen Pop Miranda, reunindo peças vindas direto de seu museu no Rio de Janeiro. Quem passou pela exposição na SPFW entrava de um jeito e, com certeza, saía de outro. Dentro, havia exibições dos filmes de Carmen, como o famoso Copacabana, que faziam qualquer um ficar literalmente de boca aberta e hipnotizado. As roupas do acervo são de uma incrível atualidade e lançaram supertendências desde as cores e os paetês até os megacolares e braceletes.

Feliz Aniversário e vida longa à nossa Pequena Notável!

Fonte da notícia

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Brasil celebra o centenário de Carmen Miranda

Joceval Santana, do A TARDE

D

Carmen Miranda era vaidosa, se orgulhava disso, e queria se manter jovem. Encarou duas cirurgias plásticas no rosto (uma delas, no nariz, precisou ser refeita) e assumiu que faria outras no futuro, para olhar o espelho com mais prazer e menos incômodo. Morreu cedo, aos 46 anos. Permaneceu no nosso imaginário como uma artista jovial, que unia graça, sensualidade, feeling musical e exuberância.

Mas a combinação era dosada com uma naturalidade impressionante. Carmen tinha borogodó, para resumir o inexplicável, e de certa forma alcançou a eterna juventude, ao se tornar mito. Aos cem anos de seu nascimento, comemorados segunda próxima, ela continua como uma imagem internacionalmente vigorosa do Brasil e do espírito tropical.

De acordo com a ONU, a cantora e atriz é o “símbolo” latino-americano mais conhecido do século passado. E os primeiros ventos do século XXI, ao que parece, estão longe de diluir as cores dos seus turbantes e chapéus tutti-frutti ou enfranquecer a força dos seus trejeitos.

Seu repertório continua sendo apreciado e revisitado. As marchinhas inesquecíveis e seu canto peculiar estão na memória popular e deixaram marca na música brasileira. Daniela Mercury, por exemplo, vai incluir canções de Carmen no seu próximo disco, como parte das homenagens que presta à artista.

Daniela aumenta uma lista que inclui Nara Leão, Elis Regina, Rita Lee, Caetano Veloso, Marisa Monte, Wanderléa, Eduardo Dusek, Gal Costa, Maria Bethânia, Adriana Calcanhotto, Ney Matogrosso e tantos outros artistas, que passearam pelas canções interpretadas por aquela que foi a cantora mais famosa do Brasil nos anos de 1930.

Estilizada – Foi nessa década que a artista antenada gravou o estrondoso sucesso Pra você Gostar de Mim (Taí), que vendeu 35 mil cópias (fato inédito na época), além outros sucessos como Alô, Alô, Adeus, Batucada, Camisa Listrada, Cantores do Rádio, Tique-taque do Meu Coração, E o Mundo Não se Acabou e a dobradinha No Tabuleiro da Baiana , de Ary Barroso, e O Que É Que a Baiana Tem? , de Caymmi.

As duas últimas ajudaram a consolidar a imagem de baiana da cantora nascida além-mar, que veio para o Brasil com 1 ano de idade (a família fixou residência no Rio de Janeiro). Em 1938, ela vestiu o traje estilizado pela primeira vez, para cantar Na Baixa do Sapateiro, também de Ary Barroso, no Cassino da Urca. No ano seguinte, levou a personagem exótica às telas, com o número O que É que a Baiana Tem?, em Banana da Terra. Repetiu praticamente o mesma performance no cassino, e partiu para fazer carreira nos EUA.

Banana da Terra foi sua última participação no cinema brasileiro. O filme faz parte de uma trilogia – junto a Laranja da China (1940), que reprisa a cena de Carmen, e Abacaxi Azul (1944) – pensada para divulgar as paisagens tropicais e o Carnaval da cidade do Rio de Janeiro .
Das produções cinematográficas do País com Carmen, somente Alô, Alô, Carnaval (1935) não se perdeu, e teve cópia restaurada em 2001. De Banana da Terra, por exemplo, só resta a cena dela com o Bando da Lua, cantando a música de Caymmi. A marcha Pirulito, de Braguinha, em dueto com Almirante, se foi.

Os fãs podem conferir a performance de Carmen no cinema nos muitos filmes que fez nos Estados Unidos, onde chegou a ser a estrela mais rica de Hollywood (em 1945, foi a mulher que mais pagou impostos no país). Entre eles, Serenata Tropical, Aconteceu em Havana, Minha Secretária Brasileira, Copacabana e Uma noite no Rio.

São produções que carimbaram seu passaporte como representante da América Latina e Central e que a encaixavam na atmosfera da “política da boa vizinhança” do governo norte-americano. Eram tempos de guerra. Mas os filmes também deixam claro o magnetismo de Carmen – ela não se dizia atriz, mas entertainer – e, em muito casos, o valor maior da película está na presença da artista.

E sua obra continua despertando tanto interesse quanto sua vida, que, como a de quase todo mito, entra em contradição com sua imagem pública. A performer Carmen exalava alegria, enquanto a mulher enfrentava um casamento fracassado e dependência de álcool e barbitúricos.

A vida conturbada, a relação contraditória que manteve com o público, por conta do seu afastamento do Brasil, e a morte precoce (um colapso fulminante em sua casa em Beverly Hills) ajudaram a construir o perfil mítico de Carmen Miranda, cuja longevidade talvez nem ela mesma previsse.

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Carmen Miranda/100 anos: Um mito revisitado pelo Teatro Plástico

Lisboa, 06 Fev (Lusa) - O Teatro Plástico está a preparar uma série de eventos dedicados à cantora e actriz Carmen Miranda, que inclui um ciclo de cinema, uma peça de teatro e uma exposição nos museus do Traje e do Teatro.

Francisco Alves, director do Teatro Plástico, revelou à agência Lusa que está a trabalhar há mais de um ano numa programação destinada a homenagear uma figura "única e irrepetível" que é "fundamental para a ligação entre Portugal e o Brasil".

O objectivo da companhia teatral do Porto é aproveitar o centenário do nascimento de Carmen Miranda, que se assinala na segunda-feira, dia 09, para dar a conhecer melhor uma artista que foi "pioneira na construção da imagem".

Entre os eventos que o Teatro Plástico planeou conta-se um ciclo de cinema em parceria com a Cinemateca, que decorrerá entre os dias 17 e 21 de Fevereiro co ma exibição de nove filmes que Carmen Miranda fez em Hollywood nos anos 1940 e 1950.

Para Outubro está prevista a estreia, no Porto, de uma peça de teatro para duas actrizes e 12 bailarinos, com encenação de Francisco Alves e texto colectivo do Teatro Plástico.

"Queremos trabalhar sobretudo a relação entre artista e sociedade, entre mulher e mito, a relação enrte corpo e contrução de imagem", disse Francisco Alves, que pretende apresentar a peça também em Lisboa e no Brasil.

Para Outubro está prevista ainda a inauguração de uma exposição nos museus do Teatro e do Traje, em Lisboa, que tentará mostra que Carmen Miranda "foi um grande ícone, para quem a imagem era muito importante", disse o director do Teatro Plástico.

A exposição incluirá figurinos, acessórios e objectos do espólio de Carmen Miranda, que está num museu no Rio de Janeiro, e imagens da actriz nascida num aldeia de Marco de Canaveses.

"Ela foi `bigger than life´ apesar de ter apenas 1,53 metros", exclamou Francisco Alves, lamentando que a carreira de Carmen Miranda não seja sido mais reconhecida em Portugal.

Carmen Miranda (Maria do Carmo Miranda) nasceu a 09 de Fevereiro de 1909 em Várzea da Ovelha, mas passou grande parte da sua vida do outro lado do Atlântico, entre o Brasil e os Estados Unidos.

"Ela era uma minhota à solta no Brasil, portuguesíssima, nostálgica e melancólica", opinou Francisco Alves, para quem Carmen Miranda representava "o lado mais luminoso, mais solar dos portugueses, no oposto de Amália".

Com pouco mais de vinte anos, Carmen Miranda era já uma vedeta no Brasil, tanto na música como no cinema, chamando a atenção de Hollywood, onde chegou a ser uma das actrizes mais bem pagas.

Muitas vezes encarnou uma personagem folclórica, tropical e garrida, de pronúncia acentuada, em musicais na era do Technicolor, sendo conhecidas as interpretações de canções como "Tico-tico no fubá" ou "O que é que a baiana tem?".

"Não nos podemos esquecer que ela começou por ser modista de chapéus. Os turbantes que usou era ela que os fazia, tinha um enorme sentido de estilo e de gosto", disse Francisco Alves.

Carmen Miranda morreu nos Estados Unidos a 05 de Agosto de 1955, com 46 anos, vítima de ataque cardíaco, depois de ter participado num programa televisivo.

Quando o corpo foi trasladado para o Rio de Janeiro, a cerimónia foi acompanhada por cerca de meio milhão de pessoas.

SS.

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Carmen Miranda: Visitantes do museu marcoense procuram núcleo dedicado à artista


A maioria dos turistas que visitam o Museu Municipal de Marco de Canaveses procura o núcleo dedicado a Carmen Miranda, disse à Lusa o responsável do equipamento, Alexandre Aguiar.

No Museu Municipal, que em 1985 adoptou o nome da cançonetista e actriz, que nasceu naquele concelho há 100 anos, podem ser vistos vários objectos que foram utilizados por Carmen Miranda, nomeadamente peças de vestuário e calçado. O núcleo inclui também fotografias e outro material alusivo à artista.

A maioria dos objectos foi doada pelo Museu Carmen Miranda, do Brasil, e pelo Elos Clube do Rio de Janeiro.

Por iniciativa da autarquia, todos os anos, centenas de estudantes do concelho, de vários graus de ensino, visitam o museu, ficando a conhecer quem foi Carmen Miranda

A Câmara também organiza um concurso de artes plásticas destinado aos alunos que tem sempre como tema central a antiga actriz e cujos trabalhos são expostos no museu.

Outros motivos de atracção para o núcleo de Carmen Miranda são as exposições temporárias que o museu vai organizando, que atraem públicos diferenciados.

“Quase toda agente que vem cá ver as exposições acaba também por ter a curiosidade de visitar o núcleo”, explicou Alexandre Aguiar. “No Verão muitas pessoas visitam sempre o museu, tomando Carmen Miranda como uma referência do nosso panorama artístico”, sublinhou

No dia 09 a Câmara de Marco de Canaveses assinala os 100 anos do nascimento de Carmen Miranda, promovendo um conjunto de iniciativas.

Carmen Miranda (Maria do Carmo Miranda) em Aliviada, Marco de Canaveses, mas passou grande parte da sua vida do outro lado do Atlântico, entre o Brasil e os Estados Unidos.

Com pouco mais de vinte anos, Carmen Miranda era já uma vedeta no Brasil, tanto na música como no cinema, chamando a atenção de Hollywood, onde chegou a ser uma das actrizes mais bem pagas.

Carmen Miranda morreu nos Estados Unidos a 05 de Agosto de 1955, com 46 anos, vítima de ataque cardíaco, depois de ter participado num programa televisivo.


Fonte da notícia


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Mais:

http://dn.sapo.pt/2009/02/07/opiniao/portuguesa_a_moda_rio_janeiro.html

http://www.sidneyrezende.com/noticia/29684+imperio+participa+da+comemoracao+do+centenario+de+carmem+miranda

http://180graus.brasilportais.com.br/geral/brasil-comemora-o-centenario-de-carmen-miranda-85047.html

http://www.new.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_19/2009/02/08/ficha_musica/id_sessao=19&id_noticia=7471/ficha_musica.shtml

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090208/not_imp320023,0.php

http://diversao.terra.com.br/interna/0,,OI3498708-EI3615,00-Carmen+Miranda+completaria+anos+na+proxima+segunda.html


2 comentários:

Bri disse...

Oi Carla obrigada por colocar meu texto! bjos. se quiser depois passa no meu bloh http://25avenue.blogspot.com

Carla Marinho disse...

Nossa Bri, eu é que agradeço. Texto muito bom. :)

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