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19.4.09

Os Olhos Tristes do Gênio




No último dia dezesseis, Sir Charles Spencer Chaplin Jr. estaria completando — caso vivo —, cento e vinte anos de idade.
Convenhamos, na história do cinema, nenhuma outra figura veio a ser tão marcante, quanto o eterno Carlitos.
Quando decidi escrever o presente artigo — há algumas semanas —, fiquei um tanto relutante. Acaso eu, poderia acrescer algo mais ao leitor, que outrora dito não fosse sobre o gênio Chaplin — inclusive retratado com uma belíssima película no qual Robert Downey Jr. no papel principal?
Bem, quem me deu a resposta, por incrível que pareça, fora uma entrevista com o cineasta brasileiro José Mojica Marins, conhecido como Zé do Caixão.
Nesta, conta o mesmo que, o pai levava para ver os filmes de Chaplin quando menino. E que, todas as crianças do cinema — incluindo adultos —, riam sem parar. Excetuando ele.
Certa vez, o pai lhe perguntou, qual a razão para ele não rir. O jovem Mojica apontou para a tela e disse:
— Veja pai, olhe bem. O Chaplin está sorrindo.
— Sim, ele está sorrindo.
— É, mais os seus olhos estão tristes. Muito tristes.
Após ler este artigo que saiu na Bravo!, revi algumas cenas de Chaplin. Talvez fosse impressão da leitura, talvez, nunca outrora eu tivesse notado. Mas, em muitas cenas (principalmente em Luzes da Cidade), há um certo ar de tristeza naqueles olhos.
Em resumo, por trás do sorriso, havia o olhar triste do gênio

Colaboração: Ricardo Steil — Itajaí/SC

Um comentário:

M. disse...

É sim. Eu já observei essa tristeza no olhar. É o que fazia esse personagem ser tão doce, tão humano, tão terno.

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