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12.3.10

Há 64 anos nascia Liza Minelli, filha de Judy Garland

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Judy sempre comentava sobre a cena do filme Till the Clouds Roll By. Ela estava grávida de Liza, e achava engraçado cantar grávida e rodeada de rapazes perguntando quem queria seu amor. Além disso era jogada de um lado para o outro, estava com um vestido cheio de babados e sapato alto, e morria de medo de cair estatelada no chão. Achei o pedacinho que mostra a cena (com outra trilha sonora):

Em outro momento do mesmo filme, Minelli (seu então marido e pai de Liza) optou por colocá-la atrás de uma pilha de panelas, para ocultar a barriguinha, que já estava crescida:

Ok. Hoje é aniversário da Liza, mas não consigo homenagear a filha sem falar da mãe. Aliás, foi no filme In the Good old summertime, que Liza deu o ar de sua graça. Pequena e linda, fazia uma pequena participação na cena final, como filha da personagem de Judy:

Nesse outro vídeo ela se exibe para a câmera, no making of:

A batalha de Liza não foi fácil, porque se ser filho de famosos abrem portas, por outro lado abre discussões sobre talento. Pois no começo ela era apenas a filha de um dos casais mais estranhos de Hollywood: ela, a Dorothy (como assim a Dorothy casar?) e ele um homossexual quase assumido. Liza tinha provar a que veio.

Mas ela foi trilhando. No começo, uma voz de gralha ainda em evolução, como podemos perceber nesse vídeo em que ela canta aos 15 ou 16 anos ao lado da mãe, logo abaixo:

Judy chegava a puxar o microfone da filha, que gritava mais do que cantava. Bom, mas isso foi no início. Liza tinha potencial, só precisava se trabalhar e provou que era boa quando conseguiu se sobressair à imagem dos pais, formando uma sólida carreira que não nasceu de uma hora para outra. Se Judy alavancou no início, chamando-a para participações em seus shows e programas, Liza libertou-se ao querer seguir seu próprio estilo.

Dona de uma potente voz, seguiu inicialmente para uma carreira na Broadway, e fez de Cabaret (1971) o maior sucesso de sua vida. Ganhou seu “próprio Oscar”, como fez questão de frisar ao receber o prêmio. A partir daí ela não era mais a filha de pais famosos.

Meus sentimentos com relação a Liza são controversos, confesso. Amo-a por ela ter saído do corpo de Judy. Amo-a por sua voz. Detesto-a por algumas atitudes tomadas, sobretudo em sua juventude. Mas reconheço o seu talento. Neste dia em que ela faz 64 anos, e conseguiu ultrapassar em idade a passagem de sua mãe na terra, parabenizo-a e convido a todos a cantar “New York, New York”, que, depois de sua performance no filme homônimo, tornou-se a música de sua carreira.

Vida longa à filha de Judy Garland. Com seu talento, não poderia ter saído de dentro de outro ser. Sei que ela, particularmente, não gosta de comparações, e de ser lembrada como sua filha (apenas). Mas não posso deixar de mostrar essa linda homenagem, feita pela própria Judy, cantando "Liza" para Liza, no programa em que fez questão de mostrar, com orgulho, a filha que teve:

3 comentários:

M. disse...

Que lindas homenagens elas merecem!

Júnia L. disse...

Gente, ADOROOOOOOOOOOOOO!!!
Vou colocar uma bonequinha a mais na minha postagem em homenagem a ela.
Boa lembrança Carla
bjim

SÕNIA disse...

Que Homenagem legal. Gostei da matéria. Foi feita com muito capricho e com certeza a Liza se visse iria gostar.Coitada da Judy tendo que esconder a barriga para fazer um filme! Graças à Deus hoje as atrizes não tem que passar mais por este sufoco.

OBS: Não esquece do Leslie Nielsen

Um abraço

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