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1.4.10

Morreu a estrela June Havoc

Por Rubens Ewald Filho

June Havoc

O nome não quer dizer muito hoje em dia. Mas June Havoc (1913- 2010), que faleceu domingo passado aos 96 anos em sua casa em Stamford, tem vários motivos para ser famosa. O maior é que ela era irmã de Gypsy Rose Lee (1911-70) e portanto, foi biografada no célebre musical, Gypsy, um dos melhores da história do gênero e que neste momento está sendo ensaiado no Rio de Janeiro pela dupla Botelho & Möeller para estrear muito em breve.

Gypsy conta a história da irmã mais velha que não tinha talento e era desprezada pela caçula que estrelava os shows de vaudeville, inclusive usam o nome Baby June. Até que se cansa da mãe opressora e larga  tudo para fazer carreira sozinha. E consegue. Já a outra tem que virar stripper para fazer sucesso.

A outra razão de lembrar de June é que ela teve uma bem sucedida carreira. Seus últimos filmes foram A Música não Pode Parar/Cant Stop the Music, com o Village People, 90, e o terror inédito aqui A Return to Salem´s Lot, de Larry Cohen, 87. Sua estreia foi em 1918, com o nome original de June Hovick, claro que ainda no cinema mudo. Mas só em 1942, na Fox, é que ela começa a encontrar seu espaço.

Vamos falar apenas dos mais famosos:

Chovendo Milhões / Brewster’s Millions, com Dennis O’Keefe, comédia sobre homem que ganha fortuna que tem que gastar as pressas; A Luz é Para Todos /Gentleman’s Agreement, 47, de Elia Kazan, vencedor do Oscar de melhor filme do ano; Intriga com George Raft, 47; A Cortina de Ferro/The Iron Curtain, de William Wellman, 48; O musical Quando o Amor Sorri /When my Baby Smiles at Me, 48 com Betty Grable; Brasa Viva / Red, Hot and Blue, 49 com Betty Hutton; Caminhos sem Fim / Chicago Deadline, 49 com Alan Ladd; Mamãe Não Me Disse / Mother Didn´t Tell Me, 50 com Dorothy McGuire; Amor Invencível /Follow the Sun, 50 com Glenn Ford.

Também muita televisão e muito teatro, embora tenha que confessar que por vezes a confundia com uma atriz de tipo semelhante, Audrey Totter (A Dama do Lago) e ainda viva!.

Ironicamente vai passar para a história como a irmã de Gypsy. Ou seja, no fim das contas, a de menos talento foi quem levou a melhor!

Post original do blog http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/

2 comentários:

M. disse...

Rubens Edwad Filho e seus artigos memoráveis. Mais uma (como diz Miguel Falabela) "no andar de cima".

Gi... disse...

esta história de baby june me lembrou da história de baby jane, com bette davis

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